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Guerra no Irão

EUA preparam envio de milhares de soldados para o Médio Oriente

24 mar, 2026 - 19:57 • Reuters

A confirmar-se, trata-se de um reforço significativo dispositivo militar norte-americano na região, numa altura em que o Presidente Donald Trump admite a possibilidade de um acordo com o Irão.

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Os Estados Unidos deverão enviar milhares de soldados da elite 82.ª Divisão Aerotransportada do Exército para o Médio Oriente, disseram à Reuters, esta terça-feira, duas fontes com conhecimento do processo.

A confirmar-se, trata-se de um reforço significativo dispositivo militar norte-americano na região, numa altura em que o Presidente Donald Trump admite a possibilidade de um acordo com o Irão para pôr fim à guerra iniciada a 28 de fevereiro.

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Os responsáveis, que falaram sob condição de anonimato, não especificaram para que zonas do Médio Oriente serão destacados os militares, nem quando deverão chegar à região.

As tropas estão atualmente estacionadas em Fort Bragg, na Carolina do Norte.

As forças armadas norte-americanas remeteram as questões para a Casa Branca, que não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Uma das fontes indicou à Reuters que ainda não foi tomada qualquer decisão quanto ao envio de tropas para o próprio Irão, mas sublinhou que o reforço permitirá aumentar a capacidade para eventuais operações futuras na região.

Segundo uma das fontes, o Pentágono prepara-se para destacar entre 3.000 e 4.000 soldados.

O destacamento dos soldados surge na sequência de uma notícia da Reuters, de 20 de março, que dava conta da decisão dos Estados Unidos de enviar milhares de fuzileiros navais e marinheiros a bordo do “USS Boxer”, um navio de assalto anfíbio, juntamente com a sua Unidade Expedicionária de Fuzileiros e navios de guerra de apoio, para o Médio Oriente.

Antes do envio destas forças adicionais, encontravam-se na região cerca de 50 mil militares norte-americanos.

A notícia dos reforços surge apenas um dia depois de Trump ter adiado as ameaças de bombardear centrais energéticas iranianas, afirmando terem existido conversações “produtivas” com o Irão.

No entanto, após a publicação de Trump na rede Truth Social, na segunda-feira, Teerão negou que tenham tido lugar quaisquer negociações.

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