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Tensão no Médio Oriente

Irão disparou nas últimas horas uma salva de mísseis contra Israel

24 mar, 2026 - 00:08 • Lusa

Guarda Revolucionária identificou como alvos Eilat, o norte de Telavive e Dimona, cidade que alberga uma instalação nuclear e que já foi alvo de ataques anteriore.

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O Irão disparou nas últimas horas uma salva de mísseis contra o norte de Israel, indicaram os exércitos de ambos os países, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter aludido a conversações sobre o fim do conflito com um responsável iraniano, que Teerão negou.

O serviço de emergência médica Magen David Adom informou que ainda não tinha recebido relatos de vítimas, mas que tinha enviado equipas de resgate para uma área onde tinha sido reportado um impacto.

O exército permitiu que os residentes abandonassem os abrigos aproximadamente 20 minutos após o anúncio dos ataques.

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Em Teerão, a Guarda Revolucionária do Irão anunciou, através da agência de notícias oficial Tasnim, a 78ª vaga de bombardeamentos do Irão contra alvos em Israel e na região desde o início do conflito, a 28 de fevereiro.

A Guarda Revolucionária identificou como alvos Eilat, o norte de Telavive e Dimona, cidade que alberga uma instalação nuclear e que já foi alvo de ataques anteriores. O comunicado refere que foram utilizados mísseis Qadr com múltiplas ogivas e "drones destrutivos".

Entretanto, o grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, reivindicou ter atacado um veículo militar Hummer israelita em Mays al-Jabal, no sul do Líbano, além de concentrações de soldados do exército israelita com projéteis de artilharia e rockets nas localidades fronteiriças de Marun al-Ras, Bayad Balida e Taybe.

Israel voltou na segunda-feira a bombardear alegadas infraestruturas do grupo xiita Hezbollah, aliado do Irão, em Beirute, indicou o exército, após o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter declarado que os ataques no vizinho Líbano vão continuar.

Os militares israelitas tinham emitido avisos de evacuação para os subúrbios sul da capital libanesa, um bastião do Hezbollah.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, negou na segunda-feira "qualquer negociação" com os Estados Unidos, bem como a existência das conversações mencionadas por Trump, com um dirigente iraniano não identificado.

"Não houve qualquer negociação com os Estados Unidos. Estão a ser utilizadas informações falsas para manipular os mercados financeiros e petrolíferos e para sair do atoleiro em que os Estados Unidos e Israel se encontram", declarou Ghalibaf numa mensagem publicada no X (anrtigo Twitter)

Antes, numa mensagem publicada em maiúsculas na rede social Truth Social, Trump disse que os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão tiveram "conversas muito boas e produtivas", que podem levar a "uma resolução completa e total" da guerra, adiantando que as negociações vão continuar "ao longo da semana".

A guerra que os EUA e Israel travam contra o Irão desde 28 de fevereiro, data em que foi assassinado o líder supremo do país, Ali Khamenei, entra agora na quarta semana sem que Trump tenha esclarecido por quanto tempo prevê que o conflito se prolongue.

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