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Defesa

NATO regista forte aumento da despesa em defesa na Europa e no Canadá

26 mar, 2026 - 13:48 • Reuters

Trump criticou esta quinta-feira os aliados da NATO, escrevendo na rede Truth Social que os países da Aliança “não fizeram absolutamente nada” para ajudar no contexto do Irão.

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Os aliados europeus da NATO e o Canadá aumentaram a despesa em defesa em 20% em 2025, face ao ano anterior em termos reais, revelou o secretário-geral da Aliança, Mark Rutte, no relatório anual divulgado esta quinta-feira, apelando à manutenção do ritmo de investimento.

“Espero que os aliados, na próxima cimeira da NATO em Ancara, demonstrem que estão num caminho claro e credível rumo ao objetivo dos 5%”, escreveu, acrescentando que “uma forte ligação transatlântica continua a ser essencial numa era de incerteza global”.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem insistido para que os parceiros da NATO aumentem significativamente os gastos com defesa, defendendo que os aliados europeus devem assumir, em última instância, a responsabilidade principal pela defesa convencional do continente.

Trump criticou esta quinta-feira os aliados da NATO, escrevendo na rede Truth Social que os países da Aliança “não fizeram absolutamente nada” para ajudar no contexto do Irão. “OS EUA NÃO PRECISAM DE NADA DA NATO, MAS ‘NUNCA ESQUEÇAM’ ESTE MOMENTO MUITO IMPORTANTE!”, escreveu.

No relatório anual, Rutte refere que, no ano passado, “todos os aliados apresentaram níveis de despesa em defesa que atingiram ou ultrapassaram a meta de 2% definida em 2014, com muitos a registarem aumentos significativos”.

Os líderes da NATO acordaram, numa cimeira realizada no ano passado, atingir 5% do PIB em despesa com defesa e investimentos relacionados até 2035.

Os países comprometeram-se a destinar 3,5% do PIB à defesa essencial — como tropas e armamento — e 1,5% a medidas mais abrangentes, como cibersegurança, proteção de infraestruturas energéticas e adaptação de estradas e pontes para veículos militares pesados.

Três países da NATO — Polónia, Lituânia e Letónia — já ultrapassaram, no ano passado, a nova meta de 3,5%, segundo estimativas do relatório.

Vários países, incluindo Espanha, Canadá e Bélgica, situaram-se nos 2%. No total, a aliança de 32 Estados-membros registou uma despesa média em defesa equivalente a 2,77% do PIB em 2025.

Os Estados Unidos representaram cerca de 60% da despesa total em defesa da NATO em 2025.

Equipamento essencial continua a chegar à Ucrânia

Uma das garantias deixadas por Rutte foi de que o equipamento militar essencial continua a ser entregue à Ucrânia através do programa que financia o fornecimento de armamento norte-americano a Kiev.

“O apoio crítico dos Estados Unidos à Ucrânia, financiado pelos aliados, continua a chegar. E isto é crucial, porque se junta à partilha de informações que os EUA fazem com a Ucrânia”, disse Rutte aos jornalistas, em Bruxelas.

Estas declarações surgem depois de o jornal The Washington Post ter noticiado que o Pentágono está a ponderar redirecionar armamento inicialmente destinado à Ucrânia para o Médio Oriente, numa altura em que a guerra no Irão está a pressionar as reservas de algumas das munições mais críticas das forças armadas norte-americanas.

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  • Deveras?
    26 mar, 2026 E foi gasto em quê? 14:24
    A sério? É que continua sem se ver coordenação industrial, novas unidades de combate, aumento de efetivos, sistema anti-aéreo europeu contra Drones, misseis de cruzeiro e balísticos, etc. O aumento da despesa deve estar a ir para salários, promoções, "obras" nos quartéis, e outras coisas que não resultam em exércitos prontos para o combate, mas engordam algumas contas bancárias...

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