Guerra no Médio Oriente
Costa pede a Presidente de Israel “máxima contenção” e fim de operações no Líbano
27 mar, 2026 - 00:21 • Lusa
"Só a diplomacia pode garantir uma solução sustentável para as ameaças do Irão", acredita o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
O presidente do Conselho Europeu pediu na quinta-feira ao chefe de Estado israelita, Isaac Herzog, para que Israel exerça uma "máxima contenção" no Médio Oriente e pare as operações militares no Líbano.
Numa publicação na rede social X (antigo Twitter), António Costa disse que falou na quinta-feira com Herzog e apelou à "redução de tensões, à máxima contenção, à proteção dos civis e das infraestruturas civis e ao pleno respeito pelo direito internacional por todas as partes" no contexto da guerra no Irão.
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"Só a diplomacia pode garantir uma solução sustentável para as ameaças do Irão, incluindo no que diz respeito ao dossiê nuclear", defendeu.
António Costa afirmou também que pediu ao Presidente israelita para aproveitar o atual momento para iniciar conversações diretas com o Líbano, alvo de bombardeamentos e de uma incursão militar das forças israelitas.
"Israel deve cessar as suas operações militares e assegurar a proteção dos civis e das infraestruturas civis", frisou.
Costa disse ainda que falou com o Presidente israelita sobre a situação humanitária na Faixa de Gaza, considerando que precisa de "melhorar com urgência", e sobre o desarmamento do grupo extremista palestiniano Hamas.
"A situação na Cisjordânia é extremamente preocupante e saudei o apelo do Presidente Herzog para que se combata a violência dos colonos. Existe a necessidade urgente de acalmar os ânimos e de pôr fim à violência, bem como de travar a expansão contínua dos colonatos", referiu.
O presidente do Conselho Europeu indicou ainda que transmitiu a Isaac Herzog a "solidariedade da União Europeia (UE) para com o povo israelita tendo em conta os ataques diários do Irão e do [movimento xiita libanês] Hezbollah".
"Esses ataques devem parar imediatamente", defendeu.
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Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do programa nuclear, que afirmou destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.
Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, e mais de 10.000 feridos.
Nos últimos dias, as autoridades não atualizaram o balanço oficial.
A 23 de março, a organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situou o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.268, entre as quais 1.443 civis, 1.167 militares e 658 pessoas cujo estatuto não foi especificado.
- Noticiário das 8h
- 18 mai, 2026








