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Vinte e dois migrantes morrem ao largo da Grécia após seis dias à deriva no Mediterrâneo

28 mar, 2026 - 20:53 • Redação

Vinte e dois migrantes morreram ao largo das costas gregas depois de passarem seis dias num bote pneumático sem água nem comida. Vinte e seis pessoas sobreviveram e foram resgatadas por uma embarcação da agência europeia de fronteiras. Dois suspeitos de tráfico de seres humanos foram detidos pelas autoridades gregas.

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Partiram do porto de Tobruk, no leste da Líbia, a 21 de março. Seis dias depois, vinte e dois dos ocupantes de um bote pneumático estavam mortos ao largo das costas gregas. O mau tempo, a falta de alimentos e a ausência de água potável contribuíram para as mortes, segundo a guarda costeira grega.

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Os vinte e seis sobreviventes, entre os quais uma mulher e uma criança, foram resgatados na sexta-feira por uma embarcação da Frontex, a agência europeia de controlo de fronteiras. Dois dos sobreviventes foram transportados ao hospital de Heraklion, na ilha de Creta. A embarcação foi intercetada a 53 milhas náuticas de Ierapetra, cidade na costa sul da ilha.

"Durante a viagem, os passageiros do bote perderam a orientação e permaneceram no mar durante seis dias sem água e sem comida", afirmou a guarda costeira grega.

As autoridades gregas detiveram dois homens do Sudão do Sul, com 19 e 22 anos, suspeitos de tráfico de seres humanos. Ambos estão a ser investigados por "entrada ilegal no país" e "homicídio por negligência".

Entre os sobreviventes contavam-se 21 nacionais do Bangladesh, quatro do Sudão do Sul e um do Chade.

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