América Latina
Pelo menos 70 mortos em "massacre" no Haiti após ataque armado de gangue
30 mar, 2026 - 22:00 • Catarina Magalhães
“Numa família, três irmãos foram mortos. Noutra, três primos já foram enterrados, porque os corpos não podiam ser preservados, uma vez que as gangues os mutilaram e esmagaram", contam os voluntários locais por preservar os direitos humanos da região.
Pelo menos 70 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas após um ataque armado de um gangue na região agrícola de Artibonite, no Haiti, avançaram esta segunda-feira os grupos locais de direitos humanos citados pelo "Haitian Times".
Desde sábado que o grupo persegue os residentes, obrigados a fugir, e incendiam dezenas de casas da aldeia, sendo que vários bairros ficaram desertos. Porém, este cenário de violência tem se vindo a repetir nos últimos meses, cada vez próximo da capital Porto Príncipe.
Este balanço é um número superior às estimativas oficiais de pouco mais de uma dezena de vítimas na região.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
"Não sei como descrever o que está a acontecer", partilhou um dos ativistas do grupo de direitos humanos.
“Numa família, três irmãos foram mortos. Noutra, três primos já foram enterrados, porque os corpos não podiam ser preservados, uma vez que as gangues os mutilaram e esmagaram.”
Número de deslocados no Haiti triplica e ultrapassa um milhão de pessoas
Só na capital, o número de deslocados quase duplic(...)
Em reação, um porta-voz do Secretário-Geral das Nações Unidas denunciou o "massacre" no Haiti e disse condenar veementemente o ataque.
Já o grupo Collectif Défense des Droits Humain afirmou que o incidente obrigou quase seis mil pessoas a fugir das suas casas.
“A falta de resposta em termos de segurança e o abandono de Artibonite a grupos armados demonstram uma completa abdicação de responsabilidade por parte das autoridades”, afirmou o grupo em comunicado.
As forças de segurança haitianas, apoiadas por uma missão internacional das Nações Unidas e de uma empresa militar privada dos Estados Unidos da América (EUA), intensificaram as operações contra gangues que controlam a maior parte da capital.
No entanto, as autoridades ainda não conseguiram deter o líder do gangue.
Mais de um milhão de pessoas foram deslocadas pelo conflito com gangues, que agravou a insegurança alimentar, e quase 20.000 mortes foram registadas no Haiti desde 2021.
- Noticiário das 1h
- 19 mai, 2026



![Com o apoio das Nações Unidas e dos EUA, as autoridades de segurança haitanianas ainda não conseguiram deter o líder do gangue. Foto: Mentor David Lorens/EPA [arquivo] Com o apoio das Nações Unidas e dos EUA, as autoridades de segurança haitanianas ainda não conseguiram deter o líder do gangue. Foto: Mentor David Lorens/EPA [arquivo]](https://images.rr.pt/465138135715d106cbfcdefaultlarge_1024.jpg)




