Trump ameaça destruir infraestruturas energéticas do Irão e assumir controlo de Kharg
30 mar, 2026 - 13:37 • Olímpia Mairos
Presidente norte-americano ameaça atacar infraestruturas críticas iranianas se negociações falharem.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou esta segunda-feira duras ameaças ao Irão, admitindo a possibilidade de destruir infraestruturas energéticas e assumir o controlo da ilha de Kharg caso não seja alcançado um acordo “em breve”.
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Numa publicação na Truth Social, Trump afirmou que Washington está atualmente em negociações com Teerão, mas deixou claro que a via militar continua em cima da mesa. “Os Estados Unidos da América estão a manter conversações sérias com um novo e mais razoável regime para pôr fim às nossas operações militares no Irão. Foram feitos grandes progressos”, escreveu.
Apesar disso, o líder norte-americano advertiu para um possível agravamento do conflito. “Se por qualquer motivo não se chegar a um acordo em breve — o que provavelmente acontecerá — e se o Estreito de Ormuz não for imediatamente aberto ao tráfego, concluiremos a nossa ‘estadia’ no Irão, explodindo e destruindo completamente todas as suas centrais elétricas, poços de petróleo e a Ilha de Kharg”, afirmou.
Trump acrescentou ainda que essas ações poderão estender-se a outras infraestruturas críticas. “Possivelmente todas as estações de dessalinização” poderão também ser atingidas, disse, sublinhando que estes alvos ainda não foram atacados até ao momento.
O Presidente justificou as ameaças como uma resposta a décadas de hostilidade. “Isto será em retaliação pelos nossos muitos soldados, e outros, que o Irão massacrou e matou ao longo dos 47 anos do ‘Reinado de Terror’ do antigo regime”, escreveu.
A ilha de Kharg, principal terminal petrolífero do Irão, assume uma importância estratégica no escoamento de crude, enquanto o Estreito de Ormuz é uma das principais rotas globais de petróleo.
As declarações surgem num contexto de elevada tensão no Médio Oriente, com a comunidade internacional a acompanhar de perto o risco de escalada militar.
- Noticiário das 4h
- 18 abr, 2026








