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António Costa alerta para situação “extremamente perigosa” no Médio Oriente e pede contenção ao Irão

31 mar, 2026 - 15:32 • Olímpia Mairos

Líder do Conselho Europeu apela à desescalada após contacto com o Presidente iraniano e defende via diplomática para travar a violência no Médio Oriente.

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O presidente do Conselho Europeu, António Costa, alertou esta terça-feira para a escalada de tensão no Médio Oriente, considerando que “a situação atual (…) é extremamente perigosa” e apelando à moderação de todas as partes.

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Numa mensagem publicada na rede social X, após uma conversa telefónica com o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, o responsável europeu explicou que transmitiu diretamente a Teerão a necessidade de travar o agravamento do conflito.

Segundo escreveu, “apelei à desescalada e à moderação, à proteção dos civis e das infraestruturas civis, bem como à necessidade de todas as partes respeitarem plenamente o direito internacional”.

António Costa manifestou pesar pelas vítimas civis, sublinhando que “a perda de vidas inocentes, incluindo na escola de Minab, é profundamente lamentável”, numa referência a um dos episódios mais recentes de violência.

O presidente do Conselho Europeu revelou ainda que instou o Irão a alterar a sua atuação na região, afirmando ter “exortado o Irão a pôr termo aos ataques inaceitáveis contra países da região” e a privilegiar canais diplomáticos.

Nesse sentido, defendeu um maior envolvimento internacional, nomeadamente “com a ONU, para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”, uma via estratégica para o comércio energético global.

Apesar do agravamento da situação, António Costa considerou que ainda existe margem para uma solução negociada, insistindo que “deve haver espaço para a diplomacia”.

O líder europeu assegurou também que “a UE está pronta a contribuir para todos os esforços diplomáticos destinados a reduzir as tensões e a encontrar uma solução duradoura para pôr fim às hostilidades”.

Na mesma mensagem, António Costa salientou que qualquer saída para o conflito deverá igualmente responder “às preocupações de segurança mais amplas suscitadas pelo Irão”, reiterando o compromisso europeu com a estabilidade no Médio Oriente.

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