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Médio Oriente

"Está a chegar ao fim": Trump admite querer sair da guerra no Irão

31 mar, 2026 - 22:07 • Catarina Magalhães, com agências

"A minha única função era garantir que não tinham uma arma nuclear. Quando sairmos [do Irão], o estreito vai abrir-se automaticamente", garante o Presidente dos EUA após afirmar que a ofensiva norte-americana não vai permanecer pelo Irão "por muito mais tempo".

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, antecipou esta terça-feira que a ação militar dos Estados Unidos da América (EUA) contra o Irão está a "chegar ao fim", em entrevista à estação televisiva norte-americana "NBC News".

Depois de mais um mês de guerra, o líder dos EUA avaliou os resultados do conflito e acredita que a nação está a sair-se "muito bem", já que "dizimaram" as forças armadas iranianas e a liderança atual é menos "radicalizada do que a anterior".

Em conferência de imprensa na Casa Branca, Trump disse estar convicto de que a guerra termina em duas a três semanas.

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Trump adiantou ainda que as outras nações vão conseguir reabrir o Estreito de Ormuz "imediatamente" – uma das principais rotas globais de petróleo –, sem qualquer assistência militar dos EUA.

"A minha única função era garantir que não tinham uma arma nuclear. Quando sairmos [do Irão], o estreito vai abrir-se automaticamente", afirmou Trump em entrevista por telefone ao jornal "The New York Post".

O Presidente norte-americano insistiu que a ofensiva norte-americana e israelita, alegadamente para impedir a República Islâmica de representar uma ameaça militar e nuclear para a região, "devastou o país" e que Teerão "já não tem forças".

"Não vamos ficar lá por muito mais tempo. Estamos a destruir tudo agora", garantiu o Presidente norte-americano.

Sobre a "aniquilação total" no Irão, o Pentágono revelou já ter bombardeado 11 mil alvos nos últimos 32 dias de guerra no Médio Oriente

Esta terça-feira Trump já tinha criticado vários aliados europeus por não apoiarem nem assumirem uma postura mais agressiva face ao Irão.

"A todos os países que não conseguem obter combustível e que se recusam a participar na derrubada do Irão, tenho uma sugestão: primeiro, comprem aos EUA, temos em abundância; e segundo, ganhem coragem, vão até ao Estreito e simplesmente TOMEM-NO", exclamou numa mensagem publicada na sua rede social Truth Social.

Por sua vez, a Guarda Revolucionária iraniana declarou que vai atacar a partir de quarta-feira os escritórios das empresas tecnológicas norte-americanas no Médio Oriente incluindo a Microsoft, a Apple e a Google – e classificando-as como "empresas terroristas de espionagem".

Estas declarações surgem num contexto de elevada tensão no Médio Oriente, com a comunidade internacional a acompanhar de perto o risco de escalada militar.

[Notícia atualizada às 23h15 para acrescentar a convicção de Trump, em conferência de imprensa, de que a guerra no Irão termina em duas a três semanas]

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