Pequim junta China e Paquistão em apelo a cessar-fogo e negociações de paz no Médio Oriente
31 mar, 2026 - 16:14 • Olímpia Mairos , com Reuters
Encontro na capital chinesa reforça urgência do diálogo, da segurança no Estreito de Ormuz e da mediação no conflito com o Irão.
A China e o Paquistão defenderam, esta terça-feira, a necessidade de um cessar-fogo imediato no Golfo e em todo o Médio Oriente, apelando ao arranque urgente de negociações de paz e ao restabelecimento da circulação marítima no Estreito de Ormuz, durante um encontro entre os respetivos ministros dos Negócios Estrangeiros, realizado em Pequim.
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De acordo com a agência Reuters, os dois países sublinharam a importância de um processo negocial para pôr termo ao conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, que já dura há cinco semanas. Islamabad já tinha manifestado disponibilidade para desempenhar um papel de mediador entre Washington e Teerão.
Com uma fronteira de mais de 900 quilómetros com o Irão, o Paquistão tem vindo a afirmar-se como um intermediário relevante, beneficiando da sua aproximação ao Presidente norte-americano, Donald Trump, e da sua imagem de parceiro relativamente neutro, com relações históricas com Teerão.
Numa proposta conjunta composta por cinco pontos, China e Paquistão defenderam que o diálogo e a diplomacia são os únicos caminhos viáveis para a resolução de conflitos. Ambos apelaram às partes envolvidas para que iniciem negociações e se comprometam a resolver as divergências por meios pacíficos.
O documento destaca ainda a necessidade de salvaguardar a soberania, integridade territorial e segurança do Irão e dos países do Golfo, bem como de proteger civis, infraestruturas civis e instalações nucleares pacíficas.
Wang Yi e Mohammad Ishaq Dar enfatizaram também a importância de garantir a segurança das rotas marítimas, incluindo a de navios e tripulações retidos no Estreito de Ormuz — uma zona estratégica crucial para a energia e o comércio global.
Os dois países instaram todas as partes a adotarem medidas que permitam a passagem segura de embarcações civis e comerciais e a normalização da navegação no estreito com urgência.
- Noticiário das 7h
- 15 abr, 2026








