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Conflito no Médio Oriente

Rubio critica Espanha por não permitir uso do espaço aéreo a aviões dos EUA contra Irão

31 mar, 2026 - 00:48 • Lusa

"Temos países como a Espanha, um membro da NATO que nos comprometemos a proteger e que nos nega o uso do seu espaço aéreo e se vangloria disso", critica o secretário de Estado norte-americano. "O que ganha os Estados Unidos?"

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O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, criticou na segunda-feira a Espanha por proibir o uso do espaço aéreo, tendo questionado o papel da NATO se os Estados Unidos da América (EUA) não se puderem servir "quando necessário".

"Temos países como a Espanha, um membro da NATO que nos comprometemos a proteger e que nos nega o uso do seu espaço aéreo e se vangloria disso", reprovou Rubio numa entrevista à estação televisiva Al Jazeera.

"E há outros países que também o fizeram, e então perguntamo-nos: o que ganha os Estados Unidos?", questionou.

Rubio explicou que uma das razões pelas quais o próprio apoiava a NATO é porque as bases "dão influência, dão flexibilidade e dão capacidade operacional em todo o mundo" ao EUA.

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"Mas se a NATO serve apenas para defendermos a Europa caso seja atacada, enquanto eles nos negam acesso às suas bases quando precisamos delas... não é um acordo muito bom", afirmou.

Rubio, que é também conselheiro de Segurança Nacional do Presidente norte-americano, Donald Trump, alertou que "é difícil manter um compromisso e dizer que é bom para os Estados Unidos". "Tem sido muito frustrante", sublinhou.

Os EUA, recordou, têm dezenas de milhares de militares na Europa e milhares de milhões de dólares em armamento por toda a Europa. "Tudo isto para defender a Europa, não para defender os Estados Unidos. Vamos ter de rever tudo isto" quando terminar a ofensiva contra o Irão, indicou.

Rubio salientou que "se amanhã decidíssemos retirar as nossas tropas da Europa, seria o fim da NATO".

Por outro lado, Rubio insistiu que o Irão "nunca pode vir a ter armas nucleares", porque as utilizaria para "chantagear" o mundo. "Não vamos permitir que isso aconteça de forma alguma, o risco é demasiado grande", sublinhou.

"E têm de deixar de patrocinar o terrorismo, e têm de deixar de construir armas que ameaçam os seus vizinhos, estes mísseis de curto alcance que estão a lançar têm apenas um objetivo, que é atacar a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Qatar, o Kuwait e o Bahrein", argumentou.

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