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Alerta da AIE

Crise no petróleo do Médio Oriente ameaça economia europeia já em abril

01 abr, 2026 - 13:42 • Olímpia Mairos , com Reuters

Encerramento do Estreito de Ormuz e perdas no abastecimento deverão provocar inflação, escassez de combustíveis e abrandamento do crescimento na Europa.

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A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou esta quarta-feira que as crescentes perturbações no abastecimento de petróleo do Médio Oriente deverão começar a afetar a economia europeia já em abril.

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O aviso foi feito pelo diretor executivo, Fatih Birol, que destacou o impacto significativo do encerramento do Estreito de Ormuz nas cadeias globais de energia.

Segundo Birol, mais de 12 milhões de barris de petróleo foram perdidos desde o início do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irão. Esta quebra resulta dos ataques a infraestruturas energéticas estratégicas e das restrições à navegação numa das principais rotas petrolíferas do mundo.

Num podcast com Nicolai Tangen, Birol afirmou que as perdas deverão duplicar em abril face a março, agravadas também pela redução no fornecimento de gás natural liquefeito (GNL). “Isso traduzir-se-á em inflação e numa desaceleração do crescimento económico”, sublinhou.

O responsável explicou ainda que as entregas realizadas em março foram contratadas antes do agravamento do conflito, o que suavizou temporariamente o impacto — efeito que deverá desaparecer nas próximas semanas.

Combustível de aviação e gasóleo são os mais afetados

Entre os combustíveis mais afetados estão o combustível de aviação e o gasóleo, cuja escassez já se faz sentir na Ásia e deverá atingir a Europa em abril ou maio.

Perante este cenário, a IAE está a considerar uma nova libertação de reservas estratégicas, após já ter autorizado um volume recorde de 400 milhões de barris.

Birol classificou a situação como mais grave do que as crises petrolíferas de 1973 e 1979 e do que o impacto da guerra na Ucrânia em 2022 combinados.

Segundo o dirigente, cerca de 40 infraestruturas energéticas críticas foram danificadas, comprometendo a recuperação da produção.

“Estamos a caminhar para uma perturbação enorme, a maior da história até agora”, concluiu.

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