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Médio Oriente

Das bases ao espaço aéreo. Espanha, França e Itália recuam no apoio aos EUA

01 abr, 2026 - 00:31 • Catarina Magalhães, com Reuters

Vários aliados europeus têm-se oposto a operações militares norte-americanas, algo que Donald Trump resume a "cobardia" por não apoiarem nem assumirem uma postura mais agressiva face ao Irão.

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Após mais de um mês de guerra no Irão, vários aliados europeus têm-se posicionado contra as ações militares israelo-norte-americanas direcionadas ao Irão, afastando-se cada vez mais das políticas e decisões da administração Trump.

Tanto a França como a Itália negaram esta terça-feira a algumas operações militares, opondo-se, por exemplo, a Israel ou aos Estados Unidos da América (EUA) usarem o espaço aéreo dos países e as bases militares destinadas a aeronaves.

"Não à guerra": o chefe do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, tem afincado a sua posição praticamente desde o início do conflito, acusando Trump de jogar "à roleta russa com o destino de milhões".

O Presidente norte-americano, Donald Trump, criticou na terça-feira vários aliados europeus "cobardes" por não apoiarem nem assumirem uma postura mais agressiva face ao Irão, sendo pouco prestáveis nas últimas semanas.

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Espanha

A Espanha anunciou na segunda-feira a decisão de fechar completamente o seu espaço aéreo a aviões dos EUA envolvidos em ataques ao Irão.

O primeiro-ministro Pedro Sanchéz tem sido um dos políticos mais críticos dos ataques dos EUA e de Israel, e a ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, afirmou que Espanha apenas permitirá o uso das suas bases para a defesa coletiva dos aliados da NATO.

"Não autorizaremos a utilização das bases militares de Morón e Rota para quaisquer atos relacionados com a guerra no Irão", disse a ministra.

Em reação, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, criticou o líder espanhol, salientando que "se amanhã decidíssemos retirar as nossas tropas da Europa, seria o fim da NATO".

França

O Presidente norte-americano, Donald Trump, acusou a França de bloquear a passagem, pelo seu espaço aéreo, de aviões que transportavam material militar para Israel, escrevendo na Truth Social que o país tinha sido “MUITO POUCO ÚTIL”.

A Presidência francesa afirmou ter ficado surpreendida com a publicação e disse que a decisão está em linha com a política de França desde o início do conflito.

Para o líder francês, Emmanuel Macron, "o povo do Irão, tal como todos os povos da região, é vítima desta situação".

Em meados de março, o Presidente da França pediu ao Presidente da República Islâmica do Irão, Masoud Pezeshkian, para parar "imediatamente" de atacar países do Médio Oriente, como o Líbano e Iraque.

Itália

À semelhança de Espanha e França, a Itália negou na semana passada autorização de aterragem a um avião militar dos EUA na base militar de Sigonella, na Sicília, que iria para o Médio Oriente, avançou o jornal italiano "Corriere Della Sera".

O ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, negou, no entanto, qualquer rutura diplomática com Washington.

Segundo o ministro, as bases aéreas dos EUA permanecem operacionais, mas que Washington necessita de autorização especial para utilizações fora dos acordos existentes.

E Portugal?

Esta terça-feira o chefe da diplomacia norte-americana falou com o ministro português dos Negócios Estrangeiros e agradeceu a "estreita" cooperação económica e de defesa de Portugal, revelou o Departamento de Estado.

Segundo o porta-voz adjunto da diplomacia norte-americana, Tommy Pigott, Rubio "destacou a contínua solidez dos laços bilaterais".

"O secretário Rubio agradeceu ao ministro [Rangel] a estreita cooperação económica e de defesa de Portugal. Ambos os líderes expressaram o seu compromisso com a segurança transatlântica", lê-se na nota.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, que já teve consequências em vários países, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, entre outros, que foram atingidos por bombardeamentos.

Desde o início do ataque ao Irão que vários aviões militares, sobretudo de reabastecimento, têm descolado da base aérea norte-americana nas Lajes (arquipélago dos Açores), em missões quase diárias.

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