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Rubio afirma que Estados Unidos devem repensar relação com a NATO

01 abr, 2026 - 07:08 • Lusa

Trump criticou os aliados europeus por não apoiarem a campanha de bombardeamentos lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, descartando intervir para desbloquear o Estreito de Ormuz.

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O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, questionou a relação transatlântica com a NATO, declarando que Washington deve repensar a relação com a aliança militar, após o fim da guerra contra o Irão.

"Penso que, infelizmente, não há dúvida de que, uma vez terminado este conflito, teremos de reexaminar esta relação. Teremos de reexaminar o valor da NATO para o nosso país dentro desta aliança", disse Rubio na terça-feira.

Em declarações à emissora norte-americana Fox News, o secretário de Estado norte-americano acrescentou que caberá ao Presidente Donald Trump decidir sobre o assunto.

Também na terça-feira, Trump criticou os aliados europeus por não apoiarem a campanha de bombardeamentos lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, descartando intervir para desbloquear o Estreito de Ormuz.

Criticando a operação militar contra o Irão, o governo de Espanha proibiu os Estados Unidos de usarem bases militares norte-americanas no país, assim como o espaço aéreo espanhol, para qualquer operação relacionada com ataques ao país do Golfo, por considerar que se trata de uma guerra ilegal, que viola o direito internacional.

Na terça-feira, o Governo de Itália confirmou que negou a aterragem de bombardeiros norte-americanos numa base siciliana por não disporem das autorizações necessárias e não cumprirem as diretrizes do tratado bilateral sobre a utilização das bases militares.

Na segunda-feira, Marco Rubio já tinha criticado Espanha e questionado o papel da NATO, se os aliados não apoiam os Estados Unidos.

Em sinal contrário, na terça-feira, Rubio agradeceu ao ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, a "estreita" cooperação económica e de defesa de Portugal, revelou o Departamento de Estado.

Segundo o porta-voz adjunto da diplomacia norte-americana, Tommy Pigott, durante uma conversa entre os chefes da diplomacia de Estados Unidos e Portugal, Rubio "destacou a contínua solidez dos laços bilaterais".

"O secretário Rubio agradeceu ao ministro [Rangel] a estreita cooperação económica e de defesa de Portugal. Ambos os líderes expressaram o seu compromisso com a segurança transatlântica", adianta a nota.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou na rede social X que, no telefonema do secretário de Estado norte-americano ao ministro português, ambos "falaram da situação no Médio Oriente e registaram a importância da ligação transatlântica, tendo abordado também a relação bilateral a nível da economia e da defesa".

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, cujas consequências se expandiram a vários países, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, entre outros estados atingidos por bombardeamentos.

Desde o início do ataque ao Irão, vários aviões militares, sobretudo de reabastecimento, têm descolado da base aérea norte-americana nas Lajes (arquipélago dos Açores), em missões quase diárias.

O Governo português deu uma "autorização condicionada" ao uso da Base das Lajes, já depois do início do ataque, apontando como requisitos que a infraestrutura só podia ser utilizada "em resposta a um ataque, num quadro de defesa ou retaliação", que a ação tinha de ser "necessária e proporcional" e que só podia "visar alvos de natureza militar".

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou em meados de março no parlamento que, do que tem sido dado a conhecer ao Governo, a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos da América "tem cumprido os pressupostos subjacentes à autorização" dada por Portugal.

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  • Acham que
    01 abr, 2026 assustam alguém? 10:01
    Sim, façam isso. E verão que os benefícios de estar na NATO suplantam largamente os problemas que isso trás. Imaginem-se numa guerra com o Irão, mas a NATO Europeia a bloquear os vossos movimentos proibindo o sobrevoo sequer do seu território. Até porque a Europa acordou e percebeu que já não pode contar com os EUA, pelo menos como contava antes

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