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Reino Unido

Starmer quer aproximação à UE: "Não vou mudar a minha posição sobre a guerra"

01 abr, 2026 - 11:41 • Ana Kotowicz

"Independentemente da pressão, eu sou o primeiro-ministro britânico", disse Starmer que tem os olhos postos numa aliança com a UE depois de o Brexit "ter causado danos profundos" à economia do país.

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O Reino Unido precisa de uma relação mais forte com a Europa e o primeiro-ministro, Keir Starmer, não mudou de ideias sobre a guerra no Irão, apesar da pressão do Presidente norte-americano. De resto, deixou claro que quer um aproximação à União Europeia, depois de o Brexit "ter causado danos profundos" à economia britânica.

Esta quarta-feira, pouco antes de Starmer falar, Donald Trump disse ao jornal britânico ao The Telegraph estar a considerar seriamente sair da NATO.

Starmer reagiu dizendo que a NATO é a aliança militar mais eficaz que o mundo já viu, e que o Reino Unido está completamente comprometido com ela. "Houve muita pressão sobre mim para mudar a minha posição em relação à entrada na guerra [com o Irão], e não vou mudar minha posição sobre a guerra", garantiu Starmer, esta quarta-feira, durante uma conferência de imprensa sobre o conflito no Médio Oriente.

"Independentemente da pressão, independentemente do ruído, eu sou o primeiro-ministro britânico e tenho de agir em prol dos nossos interesses nacionais."

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A 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão e o conflito mantém-se. Teerão fechou o Estreito de Ormuz por onde passa um quinto do consumo global de petróleo e gás.

As declarações de Starmer surgem depois de os jornalistas o questionarem sobre as recentes declarações de Donald Trump. Além de ameaçar abandonar a NATO, o Presidente norte-americano sugeriu aos aliados que "aprendessem a lutar" e disse a Londres que "fosse buscar o seu próprio petróleo".

Assim, o primeiro-ministro britânico deixou claro que o país precisa de se aproximar da Europa, numa altura em que passam mais de seis anos do Brexit. A saída do Reino Unido da União Europeia aconteceu a 31 de janeiro de 2020.

"E é por isso que deixei absolutamente claro que esta não é a nossa guerra e não vamos nos deixar arrastar para ela", acrescentou Starmer. "Mas também tenho plena convicção de que, no que diz respeito à defesa, à segurança e ao nosso futuro económico, temos de estreitar os laços com a Europa-"

"O Brexit causou danos profundos à economia"

O primeiro-ministro disse ainda que irá pressionar para que haja um estreitamento de relações entre a UE e Reino Unido. Está "cada vez mais claro", argumentou Starmer, que o "interesse nacional de longo prazo do Reino Unido exige uma parceria mais estreita com os nossos aliados na Europa e com a União Europeia".

Segundo o primeiro-ministro, "o Brexit causou danos profundos à economia" britânica e as oportunidades para "reforçar a segurança e reduzir o custo de vida" são "simplesmente demasiado grandes para serem ignoradas". Por isso, em breve, será anunciada uma cimeira com os parceiros da UE para criar alianças num "mundo perigoso".

"E posso afirmar que nessa cimeira o Reino Unido não se limitará a ratificar os compromissos já assumidos. Queremos ser mais ambiciosos, ter uma cooperação económica mais estreita, uma cooperação em matéria de segurança mais estreita, uma parceria que reconheça os nossos valores comuns, os nossos interesses comuns e o nosso futuro comum", concluiu Starmer.

Já a ministra dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper, irá reunir-se com vários líderes internacionais. O objetivo é encontrar soluções para reabrir o Estreito de Ormuz.

Apesar de, nas declarações aos jornalistas, Starmer ter dito que é do interesse britânico "ter um relacionamento forte" com os EUA e com a Europa, sublinhou que o reforço será feito com olhos postos nos países que lhe estão mais próximos. "Acredito que, em matéria de defesa e segurança, emissões de energia e economia, precisamos de uma relação mais forte com a Europa."

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