Ouvir
  • Noticiário das 8h
  • 19 abr, 2026
A+ / A-

EUA

Trump está a considerar seriamente sair da NATO

01 abr, 2026 - 11:30 • João Carlos Malta

Presidente norte-americano disse-o em declarações ao jornal britânico "Telegraph", onde criticou ainda de forma feroz o primeiro-ministro Keir Starmer.

A+ / A-

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está a considerar seriamente retirar os Estados Unidos da NATO. As declarações foram feitas, esta quarta-feira, ao jornal britânico ao The Telegraph.

A ameaça vem depois do pedido de ajuda norte-americano para a aliança se juntar à guerra no Médio Oriente e que foi negada.

O presidente norte-americano classificou a NATO como um "tigre de papel" e disse que a saída dos Estados Unidos do tratado de defesa é "não será reconsiderada".

Este é mais um sinal forte de que a Casa Branca já não considera a Europa um parceiro de defesa fiável. A rejeição da exigência de Trump de que os aliados enviassem navios de guerra para reabrir o Estreito de Ormuz foi, na ótica norte-americana, a gota de água.

Trump foi questionado se reconsideraria a participação dos EUA na NATO após o conflito. “Sim, diria que não será reconsiderada. Nunca me deixei influenciar pela NATO. Sempre soube que eram um tigre de papel, e Putin também sabe disso, aliás", respondeu o presidente dos EUA.

Trump disse ter sido difícil de acreditar que a NATO não tenha respondido ao pedido do aliado norte-americano. “Acho que deveria ser automático. Estivemos sempre lá, incluindo na Ucrânia. A Ucrânia não era problema nosso. Foi um teste, e nós estávamos lá para eles, e estaríamos sempre lá para eles. Eles não estavam lá para nós”, lamentou.

Trump dirigiu-se especificamente ao Reino Unido, repreendendo o primeiro-ministro Keir Starmer por se recusar a envolver-se na guerra americano-israelita contra o Irão, sugerindo que a Marinha Real não estava à altura da tarefa.

“Vocês nem sequer têm uma marinha. Vocês são muito velhos e tinham um porta-aviões que não funcionava”, disse, referindo-se ao estado da frota de navios de guerra britânicos.

Também Marco Rubio, o secretário de Estado, acusou a NATO de ser uma “via de sentido único” ao criticar os aliados dos EUA por não permitirem o acesso às suas bases militares na terça-feira.

Em declarações à Fox News horas antes da entrevista com Trump, Rubio disse que os Estados Unidos teriam de “reexaminar” a sua participação na NATO quando a guerra no Irão acabasse.

“Penso que não há dúvida de que, infelizmente, depois de este conflito terminar, teremos de reexaminar esta relação. Se a NATO se resume a nós defendermos a Europa se esta for atacada, mas nos negam o direito de utilizar as nossas bases quando precisamos, este não é um bom acordo. É difícil manter este acordo.” Trump disse ao The Telegraph que estava “feliz” com os comentários de Rubio.

Ouvir
  • Noticiário das 8h
  • 19 abr, 2026
Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Isto não funciona
    01 abr, 2026 como Trump quer 13:55
    Tretas do 1.º de Abril. Em primeiro lugar, os EUA só estão na NATO porque isso lhes convém: as bases Europeias permitem que corram todo o Globo e sem elas, enfrentariam um pesadelo logístico para porem tropas onde quisessem. Depois os países Europeus da NATO são os principais clientes da industria militar americana e se os EUA saíssem, aí passariam a comprar, não 65% mas quase a 100% à industria Europeia. Depois os EUA na NATO é um tratado, ou seja, não podem sair só porque Trump quer, é preciso autorização do Congresso e uma série de outras demarches e é preciso recordar que em Novembro nas Eleições americanas, Trump pode tornar-se um Presidente sem Poder após perda da Maioria Republicana no Congresso. Portanto, isto tem muito que se lhe diga, mesmo se não é 1º de Abril

Vídeos em destaque