Guerra no Médio Oriente
Israel ataca sul do Líbano. "Independentemente das ameaças, as pessoas ficam na sua terra"
03 abr, 2026 - 08:10 • André Rodrigues
Ana Palma está desde dezembro em Tiro no sul do Líbano. Integra o projeto artístico de uma organização não governamental libanesa que trabalha com crianças. "Elas estão bem", assegura. As atividades continuam "com foco no futuro".
“Independentemente das ameaças, as pessoas continuam ligadas e ficam na sua terra”. É desta forma que a atriz portuguesa Ana Palma fala da “resistência” da população no sul do Líbano.
Nos últimos dias, Israel aumentou a frequência dos bombardeamentos contra alvos do Hezbollah no sul do território libanês, como forma de anular a capacidade da milícia xiita pró-iraniana para atacar as comunidades no norte de Israel.
Num curto testemunho feito à Renascença a partir da cidade de Tiro, onde integra um projeto artístico dirigido às crianças daquela região do sul do Líbano, Ana Palma confirma a deterioração do dia-a-dia, numa altura em que Israel procura alargar a dimensão da chamada zona-tampão.
“Agora, são quatro bombardeamentos por dia… em média”, refere.
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Ainda assim, Ana Palma realça a resiliência da população local: “As pessoas do sul do Líbano são uma comunidade forte, que acredita naqueles que estão a resistir e a lutar contra os avanços por parte de Israel”.
No terreno, o trabalho com a comunidade de Tiro continua, ainda que em contexto de grande instabilidade.
Ana Palma garante que, “dentro do possível, as crianças estão bem” e continuam a participar nas atividades educativas e culturais, “com o foco no futuro”.
Para esta portuguesa, “é fundamental garantir o acesso à educação, que está em risco. Não iremos permitir que estas crianças fiquem sem acesso a conhecimento, sem acesso à educação”.
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