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Ataques aéreos causam um morto no sul da Rússia

04 abr, 2026 - 10:57 • Lusa

Um ataque com mísseis e drones fez um morto e quatro feridos graves na região de Rostov, no sul da Rússia, na fronteira com a Ucrânia.

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Na cidade de Taganrog, um míssil atingiu uma "instalação comercial", disse o governador da região, Yuri Slyusar, na plataforma de mensagens Telegram.

"Uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas", acrescentou, especificando que entre as vítimas estão três residentes locais e um estrangeiro, e que os feridos estavam em estado crítico.

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Também este sábado, um navio cargueiro foi danificado "por destroços de drones e incendiou-se" no mar de Azov, referiu o governador.

Slyusar disse que se tratava de um "navio de carga de bandeira estrangeira", localizado a alguns quilómetros da costa, mas não especificou a origem dos ataques.

A Ucrânia envia dezenas de drones em direção à Rússia todas as noites em retaliação pelos bombardeamentos diários contra o território ucraniano há mais de quatro anos.

O principal alvo são as infraestruturas relacionadas com a indústria e o comércio de hidrocarbonetos, que, segundo a Ucrânia, permitem a Moscovo continuar a financiar a invasão.

Na sexta-feira, pelo menos 14 pessoas morreram na Ucrânia na sequência de novos ataques aéreos da Rússia, de acordo com as autoridades regionais e o governo ucraniano, que denunciou um agravamento do conflito.

"Cerca de 500 drones e mísseis de cruzeiro" foram lançados durante o dia pelo exército russo em território ucraniano, denunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriï Sybiga, nas redes sociais.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a Rússia por "intensificar os seus ataques, transformando o que deveria ter sido o silêncio dos céus numa escalada".

Nas redes sociais, Zelensky referiu que os "múltiplos ataques" da Rússia aconteceram enquanto conversava ao telefone com o papa Leão XIV.

A Rússia rejeitou uma proposta de trégua para a Páscoa formulada pelo Presidente ucraniano.

O processo de negociação sob mediação norte-americana entre Kiev e Moscovo, para pôr termo ao conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi suspenso no final de fevereiro devido à guerra no Médio Oriente.

A nova guerra, desencadeada por uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, concentra agora as atenções das autoridades e militares norte-americanos.

Os Estados Unidos anunciaram recentemente a suspensão temporária de algumas sanções ao petróleo russo, impostas após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, com o objetivo de conter a subida dos preços energéticos no contexto da guerra no Médio Oriente.

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