Médio Oriente
Exército deteta lançamento de míssil para Israel a partir do Iémen
04 abr, 2026 - 22:34 • Lusa
Este é o quinto lançamento proveniente do Iémen em direção a Israel, desde o início da guerra dos EUA e Israel contra o Irão.
O exército israelita anunciou este sábado ter detetado o lançamento de um míssil em direção a Israel a partir do Iémen, referindo estar a tentar intercetá-lo.
"O exército israelita identificou o lançamento de um míssil do Iémen em direção ao território israelita e os sistemas de defesa aérea estão a ser ativados para intercetar a ameaça", refere o exército, num comunicado citado pela Agência France Presse (AFP).
A AFP lembra que este é o quinto lançamento proveniente do Iémen em direção a Israel, desde o início da guerra desencadeada no final de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos da América (EUA) e Israel contra o Irão.
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Os rebeldes houthis do Iémen entraram na semana passada no conflito, em apoio ao Irão.
Entretanto, os houthis anunciaram este sábado a detenção de várias pessoas acusadas de colaborar com os serviços secretos israelitas, alegando que o grupo tinha recolhido informações militares e económicas sensíveis no país.
O Serviço de Segurança e Inteligência, controlado pelos houthis, referiu, num comunicado citado pela agência EFE, que os detidos colaboraram diretamente com agências israelitas, incluindo os serviços de inteligência militar e a Mossad.
De acordo com os houthis, os suspeitos forneceram "coordenadas de instalações militares e de segurança, bem como informações relevantes sobre instalações económicas no Iémen".
Os houthis não revelaram o número de detidos nem apresentaram provas que sustentem as suas alegações.
Em novembro do ano passado, as autoridades houthis anunciaram a detenção de vários iemenitas acusados de espionagem a favor de Israel.
No mesmo mês, um tribunal controlado pelos houthis condenou à morte 17 pessoas acusadas de espionagem a favor de Israel, dos EA e da Arábia Saudita.
Organizações de defesa dos direitos humanos e as Nações Unidas têm manifestado repetidamente preocupação com estas detenções, defendendo que muitos detidos, incluindo trabalhadores humanitários, foram acusados de espionagem sem provas suficientes nem o devido processo legal.
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