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UE. Alemanha defende fim da unanimidade na política externa e segurança

04 abr, 2026 - 12:18 • Lusa

"Sou a favor de trabalhar na União Europeia com um sistema de maiorias qualificadas. Todas as experiências que tivemos nas últimas semanas com as ajudas à Ucrânia e as sanções contra a Rússia o comprovam", diz ministro dos Negócios Estrangeiros alemão.

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O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão defendeu este sábado que a União Europeia (UE) abandone o princípio da unanimidade em questões de política externa e de segurança para facilitar a tomada de decisões antes do final da atual legislatura, em 2029.

"Para ser um ator capaz de agir a nível internacional, para amadurecer de verdade, deveríamos abolir na UE o princípio da unanimidade na política externa e de segurança antes do final desta legislatura", explicou Johann Wadephul, numa entrevista aos jornais do grupo editorial Funke.

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"Sou a favor de trabalhar na União Europeia com um sistema de maiorias qualificadas. Todas as experiências que tivemos nas últimas semanas com as ajudas à Ucrânia e as sanções contra a Rússia o comprovam", acrescentou o ministro.

Estas declarações ocorrem enquanto a Hungria, governada pelo primeiro-ministro Viktor Orbán, bloqueia atualmente um crédito de 90 mil milhões de euros da UE para a Ucrânia, país que acusa de impedir a retomada do fornecimento de petróleo russo através do oleoduto Druzhba.

Referindo-se às eleições legislativas da Hungria em 12 de abril, nas quais Orbán poderá sair derrotado, Wadephul afirmou: "Os húngaros decidirão democraticamente que liderança querem. E nós devemos colaborar, e colaboraremos, com qualquer Governo húngaro".

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  • Porque não foi
    04 abr, 2026 ainda feito, é que é a pergunta 12:39
    Acho que quase todos os países da UE o defendem, fartos que estão dos constantes bloqueios dos cavalos-de-tróia russos, como são a Hungria e Eslováquia, a que se tem junto ultimamente, a República Checa. Adotando o mecanismo da Maioria Qualificada, a Rússia e os seus proxys ficam a ver navios, isolados, e sem possibilidades de bloqueio. Agora, resta saber porque isso não foi ainda implementado, e de que é que estão à espera para o fazer.

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