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Medio Oriente

Rússia quer que Trump "abandone a linguagem dos ultimatos" contra o Irão

05 abr, 2026 - 20:11 • Lusa

Ministros russos apelaram ao fim dos "ataques imprudentes e ilegais contra instalações de infraestruturas civis", incluindo a central nuclear de Bushehr.

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O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, disse este domingo que quer que o Presidente norte-americano, Donald Trump, "abandone a linguagem dos ultimatos" contra o Irão para que as negociações possam ser retomadas, durante uma conversa com o homólogo iraniano.

"O lado russo manifestou a esperança de que os esforços empreendidos por vários países para atenuar as tensões em torno do Irão sejam bem-sucedidos, o que seria facilitado se os Estados Unidos abandonassem a linguagem dos ultimatos e regressassem às negociações", disse Sergey Lavrov ao ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.

Os dois ministros apelaram ao fim dos "ataques imprudentes e ilegais contra instalações de infraestruturas civis", incluindo a central nuclear de Bushehr, construída parcialmente pela Rússia e onde trabalham responsáveis russos.

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No sábado, 198 funcionários da central nuclear de Bushehr, no Irão, foram obrigados a abandonar o estabelecimento, depois de um ataque norte-americano e israelita, que a Rússia condenou.

Nesse mesmo dia, o Presidente norte-americano deu 48 horas ao Irão para chegar a um acordo ou reabrir o estreito de Ormuz, dizendo que, caso não o faça, vai fazer cair o inferno sobre o país do golfo Pérsico, numa mensagem divulgada na rede social Truth Social.

O ultimato tinha sido então fixado para "segunda-feira, 06 de abril, às 20h00, hora de Washington".

Horas depois, Donald Trump voltou a escrever na Truth Social para dizer que o seu ultimato ao Irão foi adiado por mais 24 horas e está agora marcado para "terça-feira, às 20h00", hora de Washington (01h00 de quarta-feira em Lisboa).

O estreito de Ormuz é uma passagem estratégica do mercado mundial de hidrocarbonetos, os elementos base do petróleo e do gás natural.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, justificando o ataque militar com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.

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