Inimigo do inimigo: Israel mata por engano político opositor do Hezbollah no Líbano
06 abr, 2026 - 22:08 • Redação
Pierre Mouawad e a mulher, Flavia, morreram num ataque israelita que visava um membro da Força Quds iraniana no mesmo edifício. O apartamento do alvo estava vazio — o homem escapara antes do míssil atingir o imóvel. O casal, que horas antes tinha celebrado a Páscoa com os filhos, vivia no andar abaixo.
Israel admitiu ter errado o alvo num ataque lançado domingo à noite em Ain Saadeh, aldeia cristã a leste de Beirute, que matou Pierre Mouawad, dirigente das Forças Libanesas, e a mulher, Flavia Mouawad. O casal foi morto quando se encontrava em casa, no segundo andar de um edifício residencial.
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O míssil israelita atingiu o terceiro andar do imóvel, onde residia o alegado alvo da operação, descrito pelo líder das Forças Libanesas, Samir Geagea, como um membro da Força Quds, a unidade de operações externas da Guarda Revolucionária do Irão.
O apartamento estava, porém, vazio: o homem tinha conseguido escapar antes do ataque. A explosão destruiu as paredes e janelas do andar abaixo, matando o casal Mouawad e uma terceira mulher. Outras três pessoas ficaram feridas.
Pierre Mouawad era chefe do Centro de Yahchouch das Forças Libanesas, partido cristão que se opõe frontalmente ao Hezbollah.
As Forças de Defesa de Israel reconheceram que o ataque aparentemente falhou e lamentaram ter atingido civis. O exército israelita classificou o alvo como um "objetivo terrorista" a leste de Beirute e disse estar a rever o incidente.
As Forças Libanesas reagiram em comunicado, rejeitando que as mortes possam ser tratadas como dano colateral.
"Pierre Mouawad não era um combatente nem um alvo militar, mas um civil que estava em casa com a família", referiram, acrescentando que, horas antes, o casal tinha celebrado a Páscoa com os filhos, Gabriel, Charbel e Gaelle.
- Noticiário das 7h
- 14 abr, 2026








