Investigação da ONU responsabiliza Israel e Hezbollah pela morte de capacetes azuis indonésios
07 abr, 2026 - 23:05 • Redação
Três capacetes azuis indonésios morreram no Líbano no final de março em dois incidentes separados. Uma investigação preliminar da ONU conclui que um foi morto por um projétil de tanque israelita e dois outros por um engenho explosivo improvisado colocado, muito provavelmente, pelo Hezbollah.
As Nações Unidas responsabilizam Israel e, muito provavelmente, o Hezbollah pela morte de três soldados indonésios da força de manutenção da paz no Líbano, segundo conclusões preliminares de uma investigação interna divulgadas esta terça-feira.
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De acordo com a Reuters, um dos capacetes azuis foi abatido por um projétil disparado por um tanque israelita, enquanto os outros dois morreram na sequência da detonação de um engenho explosivo improvisado que a ONU atribui, com elevada probabilidade, ao movimento xiita libanês.
O porta-voz das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, sublinhou o caráter provisório das conclusões divulgadas.
"Estas são conclusões preliminares, baseadas em evidências físicas iniciais", afirmou Dujarric, acrescentando que a investigação prossegue e inclui contactos com as partes envolvidas.
O responsável classificou os incidentes como "inaceitáveis" e admitiu que podem constituir crimes de guerra ao abrigo do direito internacional. A ONU solicitou às autoridades nacionais competentes que investiguem e levem a julgamento os responsáveis.
Os três capacetes azuis indonésios da UNIFIL, a força interina das Nações Unidas no Líbano, morreram em dois incidentes distintos ocorridos a 29 e 30 de março, num fim de semana marcado também pela morte de jornalistas e paramédicos libaneses em ataques israelitas.
No mesmo dia em que as conclusões preliminares foram tornadas públicas, um comboio de ajuda humanitária organizado pela embaixada do Vaticano para uma localidade cristã sitiada no sul do Líbano foi obrigado a recuar devido a bombardamentos na região, segundo declarações de um sacerdote local à Reuters.
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