Diplomacia
JD Vance acusa Bruxelas de interferência estrangeira nas eleições da Hungria
07 abr, 2026 - 15:21 • João Carlos Malta
Vice-presidente acusa os "burocrata europeus" de ato "sem precedentes" e "vergonhoso". Vance foi a Budapeste apoiar Órban que segue bem atrás do opositor Magyar nas sondagens, depois de 16 anos no poder.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, acusa Bruxelas de uma alegada interferência estrangeira” sem precedentes” e “vergonhosa” nas eleições húngaras.
Isto ao mesmo tempo que Vance apoiou de forma enfática Viktor Orbán para que este vencesse as eleições do próximo domingo. O vice-presidente dos Estados Unidos criticou os “burocratas” europeus por “um dos piores exemplos de interferência eleitoral estrangeira” que já viu.
E acusa Bruxelas de tentar "destruir a economia da Hungria". Vance não escondeu que está em Budapeste para ajudar na campanha eleitoral de Orbán.
"Parte da razão pela qual estamos aqui, e parte da razão pela qual o presidente dos Estados Unidos me enviou para cá, é porque consideramos que o nível de interferência por parte da burocracia de Bruxelas tem sido verdadeiramente vergonhoso. Não vou dizer ao povo da Hungria como deve votar. Gostaria de encorajar os burocratas de Bruxelas a fazerem exatamente o mesmo”, disse durante uma conferência de imprensa.
Numa altura em que Orbán está em apuros, com as sondagens a colocá-lo bem atrás de Magyar, Vance vê em Orbán alguém que “defendeu ferozmente” o seu país, “defende os valores da civilização ocidental” e, de um modo geral, se posicionou de forma correta em vários assuntos, desde a energia até à Ucrânia.
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Ainda em relação aos líderes europeus, JD Vance afirmou que “é engraçado ver primeiros-ministros e líderes em algumas das capitais da Europa Ocidental a falar sobre a crise energética, quando, francamente, deveriam ter seguido as políticas de Viktor Orbán na Hungria”.
A Hungria ao contrário de outros países europeus aumentou a dependência energética em relação à Rússia, depois de 2022, e do começo da invasão da Ucrânia.
Vance diz que Trump adora Órban, e que ele também, e explicou o que os une. Falou de uma “cooperação moral” entre a administração Trump e a Hungria, na medida em que “defendem os valores da civilização ocidental”.
O vice-presidente norte-americano afirma que essa cooperação inclui “a defesa da civilização ocidental”, ao atacar o que considera ser "doutrinação" em questões de género.
E, por isso, Vance defende que há muito que une os Estados Unidos e a Hungria e que, “infelizmente, têm sido muito poucas as pessoas [na Europa] dispostas a defender os valores da civilização ocidental”.
“Viktor Orbán é a rara exceção que, infelizmente, confirmou a regra”, rematou JD Vance.
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