Ouvir
  • Noticiário das 5h
  • 16 abr, 2026
A+ / A-

Líbano. Bombardeamentos impedem entrega de ajuda do Vaticano a cristãos sitiados

07 abr, 2026 - 20:37 • Redação

Bombardeamentos no sul do Líbano forçaram o recuo de um comboio humanitário organizado pela embaixada do Vaticano. A missão destinava-se à aldeia cristã de Debel, onde escasseiam água potável e medicamentos.

A+ / A-

Fogo de artilharia no sul do Líbano impediu esta terça-feira a entrega de ajuda humanitária na aldeia cristã de Debel, depois de um comboio organizado pela embaixada do Vaticano ter sido forçado a recuar a poucos minutos do destino, conta a “Reuters”.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui.

A missão foi escoltada pela força de manutenção da paz da ONU no Líbano, a UNIFIL, que confirmou o incidente.

"A missão teve de ser interrompida devido a bombardeamentos na área. Registámos alguns ferimentos ligeiros entre os capacetes azuis devido aos impactos nas imediações", afirmou a porta-voz da UNIFIL, Kandice Ardiel.

O padre Fadi Falfil, residente em Debel, disse à Reuters que o comboio transportava provisões básicas, incluindo pão e legumes, e que a entrega havia sido inicialmente agendada para o Domingo de Páscoa, mas os bombardeamentos intensos obrigaram ao adiamento para esta terça-feira.

"Não temos medicamentos básicos como insulina — não temos sequer água potável", afirmou Falfil.

O sacerdote acrescentou ter sido informado de que o fogo israelita sobre milicianos do Hezbollah nas imediações inviabilizou a entrega, sem que esteja fixada uma nova data para outra tentativa. O exército israelita, o Hezbollah e a embaixada do Vaticano no Líbano não responderam aos pedidos de comentário da Reuters.

Milhares de cristãos em várias localidades do sul do Líbano permanecem nas suas casas apesar dos combates entre Israel e o Hezbollah, na esperança de que a sua neutralidade os proteja. No entanto, os confrontos e os ataques aéreos israelitas nas aldeias vizinhas tornaram as deslocações demasiado perigosas, agravando a escassez de bens essenciais.

Falfil sublinhou que a permanência na aldeia não é uma opção, mas uma declaração de princípios.

"Independentemente do que aconteça, vamos ficar. Ficamos por causa da nossa fé e da nossa história aqui — não é uma escolha, é uma mensagem", afirmou.

Ouvir
  • Noticiário das 5h
  • 16 abr, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque