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Depois de 30 anos "inocente", serial killer de Gilgo Beach confessa morte e desmembramento de oito mulheres

08 abr, 2026 - 23:44 • Catarina Magalhães

Arquiteto norte-americano, Rex Heuermann, afirmou que agiu de livre vontade. Muitas das vítimas eram prostitutas ou acompanhantes de luxo, que permaneceram muitos anos sem ser identificadas.

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Três décadas depois dos primeiros crimes, o "serial killer" de Gilgo Beach quebrou o silêncio. Após vários anos a declarar-se inocente, o arquiteto norte-americano, Rex Heuermann, confessou ser o culpado de vários assassinatos em série, segundo a estação televisiva "CBS News".

Gilgo Beach é o nome deste caso famoso. É uma das praias em Long Island onde o homem, de 62 anos, espalhou os restos mortais das mulheres ao longo da costa – principalmente nas zonas pantanosas. Para esconder os corpos pela praia, o arquiteto envolvia os corpos em sacos de serapilheira.

O caso deu origem a vários programas "true crime" de investigação, podcasts e até livros por todo o mundo.

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Detido desde julho de 2023 e acusado de sete homicídios, Heuermann assumiu esta quarta-feira os crimes cometidos entre 1993 e 2010, acrescentando ainda uma oitava vítima.

O trabalho de investigação só avançou em 2022 quando uma testemunha do desaparecimento de uma das oito vítimas conseguiu ajudar as autoridades para encontrar uma carrinha do alegado criminoso.

Da carrinha, o ADN de Heuermann foi encontrado numa crosta de pizza deitada num caixote de lixo em Manhattan.

Nas buscas domiciliares, os investigadores encontraram armas e conteúdos de "pornografia de tortura" e um alegado plano base para os homicídios.

Este caso que captou a atenção dos Estados Unidos e até confundiu os investigadores em Long Island foi simplificado esta quarta-feira pelo proprietário de uma empresa de arquitetura quando questionado sobre como assassinou as oito mulheres: "Estrangulamento."

Durante a audiência, afirmou que agiu de livre vontade e muitas das vítimas eram prostitutas ou acompanhantes de luxo, que permaneceram largos anos sem ser identificadas.

Rex Heuermann admitiu ter contactado as vítimas através de telemóveis descartáveis, atraindo-as com dinheiro. As autoridades revelaram ainda que o criminoso contactou as trabalhadoras mais de 500 vezes nesses telemóveis, apenas nos dois anos anteriores à detenção.

Em reação, o advogado do arquiteto, Michael Brown, elogiou o facto de Heuermann ter "assumido a responsabilidade": "O dia de hoje trouxe paz e esperança às famílias."

Estas confissões aconteceram mais de uma década depois de terem sido descobertos alguns dos primeiros restos mortais abandonados na praia de Nova Iorque.

A sentença vai ser proferida a 17 de junho, mas a justiça prevê pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

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