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Médio Oriente

Estreito de Ormuz fechado. Ataques contra o Líbano ameaçam cessar-fogo com o Irão

08 abr, 2026 - 22:51 • Ricardo Vieira, com Reuters

Diplomacia iraniana diz que trégua de duas semanas está em risco devido aos bombardeamentos de Israel, que esta quarta-feira mataram mais de 250 pessoas no Líbano. Teerão e Washington têm leituras diferentes sobre o acordo de cessar-fogo.

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Os Estados Unidos têm que escolher entre manter o cessar-fogo com o Irão ou apoiar a guerra de Israel contra o Hezbollah, no Líbano, avisou esta quarta-feira o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros.

Abbas Araghchi afirma, numa mensagem publicada nas redes sociais, que "os termos do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos são claros e explícitos".

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De acordo com o chefe da diplomacia do Irão, "Washington tem de escolher — cessar-fogo ou continuação da guerra através de Israel. Não pode ter ambas as opções”.

O Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou também que um cessar-fogo no Líbano é uma das "condições essenciais" estabelecidas pelo Irão no seu plano de dez pontos, base para a trégua com os Estados Unidos.

Mais de 250 mortos e um milhar de feridos é o balanço dos ataques israelitas desta quarta-feira contra alvos no Líbano, indica a Defesa Civil libanesa, citada pela agência Reuters.

Israel indicou ter atingido mais de 100 centros de comando do Hezbollah, com alvos militares em Beirute, no Vale do Bekaa e no sul do Líbano.

“O mundo está a assistir às mortes no Líbano. A decisão está agora do lado dos Estados Unidos, sob o escrutínio internacional quanto ao cumprimento dos compromissos assumidos”, sublinha o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros.

De acordo com a televisão iraniana, o Estreito de Ormuz está completamente encerrado ao tráfego marítimo e os petroleiros e cargueiros estão a voltar para trás.

Israel bombardeia Líbano após anúncio de cessar-fogo no Médio Oriente
Israel bombardeia Líbano após anúncio de cessar-fogo no Médio Oriente

Teerão e Washington têm leituras diferentes sobre o acordo de cessar-fogo de duas semanas, alcançada na terça-feira à noite.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, também afirmou esta quarta-feira que o Líbano não está no acordo de cessar-fogo com o Irão.

Na mesma linha, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, diz que o cessar-fogo com o Irão não inclui o Hezbollah e que as ações militares vão continuar.

As Nações Unidas condenaram os ataques contra o Líbano, considerando “chocantes” os relatos de centenas de mortos e feridos, incluindo civis, apenas horas após o cessar-fogo com o Irão.

“A dimensão das mortes e da destruição no Líbano hoje é simplesmente horrífica”, afirmou em comunicado o alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk.

“Tal carnificina, poucas horas após um acordo de cessar-fogo com o Irão, é difícil de acreditar. Coloca uma enorme pressão sobre uma paz frágil, tão desesperadamente necessária para os civis”, acrescentou.

Conversações marcadas para sábado

A primeira ronda de negociações entre Estados Unidos e Irão está marcada para sábado, em Islamabad, Paquistão. O vice-presidente JD Vance vai chefiar a delegação norte-americana.

A informação sobre a iniciativa diplomática na sequência do cessar-fogo de duas semanas foi avançada esta quarta-feira pela Casa Branca.

Com vários dos mais experientes líderes políticos iranianos mortos na guerra, a delegação do Irão deverá ser liderada pelo presidente do Parlamento e antigo comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Baqer Qalibaf, acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi.

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