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Médio Oriente

Hegseth: Trump ​"conseguiu que o Irão implorasse pelo acordo de cessar-fogo"

08 abr, 2026 - 13:25 • Ana Kotowicz

O secretário de Defesa disse que Trump deixou "claro desde o início" que o Irão não terá armas nucleares. Negociação em curso implica remoção de qualquer material nuclear que Teerão "não deva ter" .

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"Vitória com V grande" para os Estados Unidos e uma "derrota devastadora" para o Irão. Foi assim que Pete Hegseth descreveu o acordo de cessar-fogo alcançado na terça-feira à noite. O secretário de Defesa dos Estados Unidos falava em conferência de imprensa, esta quarta-feira, no Pentágono.

Segundo Pete Hegseth, o Presidente dos Estados Unidos "conseguiu que o Irão implorasse pelo acordo de cessar-fogo" e todos os objetivos militares dos Estados Unidos foram alcançados — uma ideia que Donald Trump já tinha defendido na véspera.

De resto, diz que Trump deixou "claro desde o início" que o Irão não terá armas nucleares e a negociação em curso implica que será removido qualquer material nuclear que Teerão "não deva ter". Enquanto isso, os Estados Unidos não irão "a lugar nenhum" e as tropas norte-americanas ficarão no terreno para garantir que o cessar-fogo é cumprido.

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Assim, a situação no Irão, segundo a descrição de Hegseth, corresponde a uma "derrota devastadora", já que as forças norte-americanas conseguiram "dizimar as forças militares do Irão", além de terem destruído a defesa aérea do país. "Somos nós que controlamos os céus."

Ameaça de 47 anos "acabou"

Ao longo da conferência de imprensa foram vários os elogios feitos à liderança do Presidente norte-americano, "o melhor a fazer acordos".

O feito de Donald Trump foi "histórico", considerou Hegseth, já que conseguiu que Teerão "implorasse" por tréguas, depois de ter representado uma ameaça para os Estados Unidos durante os últimos 47 anos. "Isso acabou."

Voltando a repetir as ideias defendidas pelo Presidente norte-americano na véspera, também o secretário da Defesa considerou que este momento é "um grande dia para a paz mundial".

"O principal patrocinador estatal do terrorismo no mundo mostrou-se totalmente incapaz de se defender, de defender o seu povo ou o seu território", argumentou.

Trump escolheu "misericórdia"

Reforçando a ideia de que o Irão aceitou o cessar-fogo sob "pressão esmagadora", Hegseth garantiu que se o acordo não tivesse sido conseguido, a ameaça de Trump teria avançado. "Os próximos alvos teriam sido as centrais de energia, as pontes e as infraestruturas de petróleo."

Donald Trump fez vários ultimatos ao Irão durante os 40 dias de guerra. O último, que exigia a reabertura do Estreito de Ormuz, terminava na terça-feira à noite (01h00 de quarta-feira em Lisboa). Trump fez a sua primeira publicação sobre o cessar-fogo cerca de duas horas antes do fim do prazo.

"O Presidente Trump tinha o poder de paralisar toda a economia do Irão em minutos, mas escolheu a misericórdia", defendeu o secretário de Defesa norte-americano. Perante o cenário de levar décadas a reconstruir o país, o líder do regime iraniano reconheceu que um acordo seria melhor, disse Hegseth.

"Não vamos a lugar nenhum"

Já na fase de respostas aos jornalistas — e depois das declarações do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA — Hegseth garantiu que as tropas norte-americanas vão ficar por perto, para ter certeza de que o acordo é cumprido.

Os militares "permanecerão nas suas posições, permanecerão em prontidão, permanecerão vigilantes", prontos para retomar as operações a qualquer momento. "Não vamos a lugar nenhum."

Dan Caine — que defendeu que "um cessar-fogo é uma pausa" — explicou exatamente isso. "As tropas permanecem prontas para retomar as operações de combate, caso recebam ordens ou sejam convocadas, com a mesma rapidez e precisão que demonstramos nos últimos 38 dias", disse o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA.

Sobre o Estreito de Ormuz, e numa altura em que não é absolutamente claro em que condições vai ser reaberto, Hegseth garantiu que o Irão concordou em permitir a passagem de navios. "Isso vai acontecer, eles vão navegar."

Hegseth disse ainda que para os Estados Unidos é "inegociável" que o Irão tenha armas nucleares. Todo o urânio enriquecido será entregue voluntariamente, caso contrárioos EUA reservam-se o direito de reagir militarmente.
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