Guerra no Médio Oriente
Países da NATO recusam bloqueio do Estreito de Ormuz, Trump ameaça eliminar navios iranianos
13 abr, 2026 - 17:09 • Diogo Camilo
Estados Unidos iniciaram o bloqueio de navios que saiam ou chegam a portos iranianos em Ormuz. Reino Unido fala em "pressão considerável" por parte de Washington para que Londres aderisse ao bloqueio.
Os aliados da NATO não se vão juntar aos Estados Unidos no plano para bloquear o Estreito de Ormuz, contrariando o que Donald Trump tinha dito no domingo. Ao mesmo tempo, o presidente norte-americano ameaçou esta segunda-feira eliminar os navios iranianos que se aproximem da frota americana.
O bloqueio entrou em vigor às 15h00 em Lisboa e aplica-se a navios que saiam ou chegam a portos iranianos, mas não terá o apoio de países como Reino Unido ou França, que apenas admitem intervir após um cessar-fogo e mediante garantias de segurança por parte do Irão.
"Não estamos a apoiar o bloqueio", garantiu Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, à BBC, admitindo que existiu uma "pressão considerável" por parte dos Estados Unidos para que o Reino Unido aderisse ao bloqueio.
Já o presidente francês, Emmanuel Macron, organizou uma conferência para a ciração de uma missão multinacional que restabeleça a navegação no estreito, com caractér "estritamente defensivo". Já Starmer adiantou que missão quer determinar regras de passagem segura e coordenação de navios militares que escoltem petroleiros na região — um "plano multinacional, independente e coordenado".
A primeira reunião desta missão envolverá cerca de 30 países e inclui as nações do Golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita ou Catar, além de Índia, Grécia, Espanha, Itália, Países Baixos e Suécia. Segundo fonte diplomática francesa à Reuters, o encontro poderá realizar-se na quinta-feira em Paris ou Londres.
Numa informação contrária, no domingo, Trump tinha anunciado que os aliados da NATO fariam parte do bloqueio em Ormuz: "Outros países estarão envolvidos", escreveu, numa publicação nas redes sociais.
Numa nota citada pela Reuters, o exército dos Estados Unidos avisou que "qualquer navio a entrar ou sair da área de bloqueio sem autorização será sujeito a interceção, desvio ou captura".
O bloqueio "abrange toda a costa iraniana, incluindo, mas não se limitando a, portos e terminais petrolíferos", refere a nota, acrescentando que as ajudas humanitárias, incluindo alimentos, material médico e outros bens essenciais, serão permitidas, mas sujeitos a inspeção.
Em nova publicação na rede Truth Social, Trump avisou que, se algum navio iraniano se aproximar do bloqueio, será "imediatamente eliminado".
- Noticiário das 10h
- 09 jun, 2026








