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Médio Oriente

EUA e Irão admitem retomar negociações apesar de bloqueio naval

14 abr, 2026 - 12:38 • Olímpia Mairos

Delegações dos dois países poderão regressar a Islamabad entre sexta-feira e domingo, numa tentativa de reativar o diálogo interrompido no fim de semana passado, que terminou sem avanços.

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As negociações entre os Estados Unidos e o Irão poderão ser retomadas nos próximos dias, mesmo após o agravamento das tensões causado por um bloqueio marítimo imposto por Washington, segundo fontes citadas pela Reuters.

De acordo com as mesmas fontes, as delegações dos dois países poderão regressar a Islamabad entre sexta-feira e domingo, numa tentativa de reativar o diálogo interrompido no fim de semana passado, que terminou sem avanços.

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Apesar da escalada, os sinais de reaproximação diplomática ajudaram a aliviar os mercados, com os preços do petróleo a recuarem para valores abaixo dos 100 dólares.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Teerão demonstrou interesse em chegar a um acordo, mas sublinhou que Washington não aceitará qualquer entendimento que permita ao Irão desenvolver armas nucleares.

Desde o final de fevereiro, quando teve início a ofensiva dos EUA e de Israel, o conflito agravou-se. Em resposta, o Irão limitou a navegação no Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — levando os EUA a avançar com um bloqueio aos portos iranianos.

Missão internacional em preparação

A decisão norte-americana gerou reações internacionais. Aliados da NATO, como o Reino Unido e a França, recusaram envolver-se diretamente no bloqueio, embora admitam apoiar futuras operações de segurança marítima.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, deverá presidir, em conjunto com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a uma videoconferência a partir de Paris, na sexta-feira.

Os dois líderes pretendem mobilizar países dispostos a integrar uma missão multilateral de defesa, com o objetivo de restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz assim que as condições de segurança o permitirem. A informação foi avançada pela presidência francesa.

China critica decisão de Washington

Já a China criticou a medida, classificando como “perigoso e irresponsável” o bloqueio norte-americano aos portos iranianos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês alertou, esta terça-feira, que a estratégia de Washington poderá comprometer o já frágil cessar-fogo em vigor, agravando as tensões na região.

Pequim rejeitou ainda informações de que estaria a preparar o envio de novos sistemas de defesa aérea para o Irão, negando qualquer escalada do seu envolvimento no conflito.

Entretanto, a Agência Internacional de Energia alertou para impactos crescentes na economia global, ao rever em baixa as previsões para a oferta e procura de petróleo.

No plano diplomático, o vice-presidente JD Vance reconheceu progressos limitados nas negociações, mantendo, no entanto, exigências firmes quanto ao programa nuclear iraniano.

Apesar do clima tenso, o cessar-fogo mantém-se em vigor há uma semana, embora persistam ameaças mútuas sobre o controlo do Estreito de Ormuz e a segurança da navegação na região.

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