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JD Vance diz que "a bola está no lado iraniano" nas negociações para a Paz

14 abr, 2026 - 05:35 • Rita Vila Real

Depois da reunião em Islamabad, o "vice" Vance admite que destino das negociações para a paz no Médio Oriente está do lado da diplomacia iraniana e acusa o Irão de praticar "terrorismo económico" com o bloqueio do Estreito de Ormuz.

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O vice-presidente dos Estados Unidos da América, JD Vance, diz que o destino das negociações para a paz no Médio Oriente está do lado da diplomacia iraniana.

"Independentemente de termos conversas futuras e se chegamos a um acordo, eu acho que a bola está do lado do Irão", disse o número dois da Casa Branca, numa entrevista ao canal de notícias americano Fox News.

"Nós colocamos muita coisa em cima da mesa e deixamos muito claras as nossas linhas vermelhas" descreve o líder, depois de admitir que "a equipa iraniana que estava nas negociações foi incapaz de chegar a um acordo, e tiveram de regressar a Teerão para o líder supremo, ou outra pessoa, para ter uma aprovação aos nossos termos".

As declarações de Vance surgem na sequência da sua viagem ao Paquistão para negociações com responsáveis da diplomacia iraniana.

Vance acusa ainda o Irão de praticar "terrorismo económico contra o mundo inteiro" com o bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz, e justifica o controlo do estreito por parte dos Estados Unidos como uma forma de mostrar que "os dois podem jogar este jogo, e se os iranianos tentarem envolver-se no terrorismo económico, nós vamos obedecer a um princípio simples de que nenhum navio iraniano sairá também", admite.

A Casa Branca garante, assim, um controlo efetivo de "qualquer navio que vá ou venha de portos iranianos", mas reflete que o bloqueio "implica a uma força económica adicional".

Nesta entrevista ao canal televisivo norte-americano, JD Vance comentou, ainda, as eleições legislativas na Hungria e disse que Washington irá colaborar bem com o próximo primeiro-ministro húngaro.

O vice-presidente norte-americano marcou presença na campanha eleitoral de Viktor Orbán, o primeiro-ministro Húngaro que ocupou o cargo por 16 anos.

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