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Netanyahu apela à Europa para se juntar a “guerra pelo bem” contra o Irão

14 abr, 2026 - 00:48 • Redação

Benjamin Netanyahu apelou à Europa para participar numa “guerra pelo bem”. Líder israelita invocou obrigação moral europeia face ao conflito com o Irão.

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O primeiro-ministro israelita afirmou ter infligido “o golpe mais duro” da história ao regime iraniano, com apoio dos Estados Unidos, e defendeu que a Europa deve juntar-se a este esforço militar.

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Durante uma intervenção no memorial de Yad Vashem, em Jerusalém, na abertura das cerimónias em memória das vítimas do Holocausto, Netanyahu sustentou que existe um momento em que é necessário recorrer à guerra para defender valores fundamentais.

“No momento da verdade, é preciso ir à guerra pelo bem, pela vida”, afirmou Benjamin Netanyahu.

O chefe do Governo israelita argumentou que a Europa assumiu compromissos após a Segunda Guerra Mundial, mas considera que esses princípios estão hoje fragilizados.

“A Europa tem uma profunda obrigação moral”, disse Benjamin Netanyahu, acrescentando que o continente “perdeu o controlo da sua identidade, dos seus valores, da sua obrigação de proteger a civilização da barbárie”.

Netanyahu declarou ainda que Israel está a atuar não apenas em defesa própria, mas também em nome de outros países, incluindo os europeus, e em articulação com os Estados Unidos.

Segundo o primeiro-ministro, Israel encontra-se “na vanguarda do mundo livre” desde o início dos ataques contra o Irão, a 28 de fevereiro, e considera que a Europa deve aprender com esta posição, sobretudo na distinção entre o que classifica como bem e mal.

As declarações foram feitas no contexto das comemorações do Dia da Memória do Holocausto, assinalado entre segunda-feira à noite e terça-feira, em homenagem aos seis milhões de judeus assassinados pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial.

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