Pedro Sánchez pede maior envolvimento de Pequim na cena internacional
14 abr, 2026 - 07:55 • João Cunha com Redação e agências
"A China faz muito, e saudamos isso, mas pode fazer mais", disse o chefe do Governo espanhol, em Pequim.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, acusa Israel de estar a violar a legalidade internacional e apela à China para que reforce o seu papel no sistema multilateral.´
"Espanha tem uma posição coerente em matéria de politica externa. Ninguém deve ofender-se com ela, muito pelo contrário. Respeitar o direito internacional, onde não prospere a lei do mais forte", declarou Sánchez, esta terça-feira, em Pequim, depois de um encontro com o Presidente chinês, Xi Jinping.
"Aqueles que lançam a voz contra aqueles governos que violam o direito internacional vêem-se, contraditória e paradoxalmente, ameaçados por esses países", disse, ainda, o chefe do Governo de Madrid.
O líder espanhol pediu à China para reforçar o seu papel no sistema multilateral, defendendo maior pressão para o cumprimento do direito internacional e o fim de conflitos como os do Médio Oriente ou da Ucrânia.
Pedro Sánchez fez estas declarações na Universidade Tsinghua, em Pequim, no arranque da visita oficial ao país, sublinhando que sem a cooperação das grandes potências não será possível alcançar um sistema multilateral equilibrado.
"A China faz muito, e saudamos isso, mas pode fazer mais, exigindo, como tem feito, que o direito internacional seja respeitado e que cessem conflitos como os do Irão, Líbano, Cisjordânia ou Ucrânia", afirmou.
O chefe do Executivo espanhol insistiu que "o direito internacional é a base de tudo" e apelou a um maior envolvimento de Pequim para promover a estabilidade global.
Sánchez pede abertura da China
No plano económico, Sánchez pediu que a China "se abra" para evitar que a Europa "tenha de se fechar", defendendo a necessidade de corrigir o atual défice comercial entre Madrid e Pequim.
Segundo o líder espanhol, este desequilíbrio, que aumentou 18% no ano passado, é "insustentável" a médio prazo devido aos "movimentos isolacionistas e aos agravamentos sociais que provoca".
A visita de Sánchez decorre num contexto marcado por tensões geopolíticas e comerciais, incluindo a guerra no Irão, e pelo interesse de Espanha em reforçar a cooperação económica e tecnológica com a China.
- Noticiário das 3h
- 09 jun, 2026








