Médio Oriente
Ministros das Finanças alertam para efeitos duradouros do conflito no Médio Oriente
15 abr, 2026 - 14:59 • Olímpia Mairos
Responsáveis admitem impacto persistente no crescimento global, inflação e estabilidade dos mercados
Os ministros das Finanças de mais de uma dezena de países alertaram esta quarta-feira que o conflito no Médio Oriente deverá continuar a ter consequências na economia global, mesmo que venha a ser resolvido de forma definitiva.
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Num comunicado conjunto divulgado pelo Governo britânico, à margem das Reuniões da Primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington, os responsáveis sublinham que “a retoma das hostilidades, o alargamento do conflito ou a perturbação contínua no Estreito de Ormuz representariam sérios riscos adicionais”.
Segundo o mesmo documento, citado pela Reuters, esses cenários poderão afetar “a segurança energética global, as cadeias de abastecimento e a estabilidade económica e financeira”.
Os ministros admitem ainda que os efeitos da crise não desaparecerão rapidamente, salientando que “mesmo com uma resolução duradoura do conflito, os impactos no crescimento, na inflação e nos mercados persistirão”.
A declaração foi assinada por responsáveis de países como Reino Unido, Austrália, Japão, Espanha, Países Baixos, Irlanda e Nova Zelândia, entre outros.
No texto, os governantes assumem também o compromisso de adotar medidas responsáveis do ponto de vista orçamental, garantindo que “quaisquer respostas nacionais sejam fiscalmente responsáveis e direcionadas para aqueles que mais precisam de apoio”.
Além disso, deixam um apelo à cooperação internacional, defendendo que “devem ser evitadas medidas protecionistas, incluindo controlos de exportação injustificados, acumulação de reservas e outras barreiras comerciais”, sobretudo nas cadeias de abastecimento mais afetadas pela crise.
- Noticiário das 12h
- 12 mai, 2026








