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Insólito

Pete Hegseth cita passagem falsa da Bíblia do filme "Pulp Fiction"

16 abr, 2026 - 22:25 • Catarina Magalhães

Para Hegseth, esta é uma oração habitualmente rezada pelos militares em operações de busca e resgate. O secretário da Defesa dos EUA comparou os jornalistas que fazem uma "cobertura negativa" da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão a adversários de Cristo.

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Convencido de estar a invocar as Sagradas Escrituras enquanto orava por um militar resgatado, o secretário de Defesa dos Estados Unidos da América (EUA), Pete Hegseth, citou uma passagem falsa da Bíblia do filme "Pulp Fiction", de 1994, de Quentin Tarantino, avançou o blog "A Public Witness".

O insólito aconteceu durante uma oração no Pentágono para recordar a operação de resgate do piloto de caça norte-americano que ficou retido numa zona montanhosa do Irão, no início deste mês.

Hegseth comparou ainda os jornalistas que fazem uma "cobertura negativa" da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão a adversários de Jesus Cristo.

Estas críticas acontecem depois de o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) defender que as posições do Papa Leão XIV sobre o Irão e a segurança interna estão erradas.

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O versículo inventado para a longa metragem foi na quarta-feira praticamente citado palavra a palavra. Em causa está um versão alterada de Ezequiel interpretada pelo ator Samuel L. Jackson – um assassino contratado em cena – momentos antes de "matar" um homem a tiro.

Para Hegseth, esta é uma oração habitualmente rezada pelos militares em operações de busca e resgate, incluindo no próprio resgate do piloto no país do Médio Oriente.

"O caminho do aviador abatido é cercado por todos os lados pelas iniquidades dos egoístas e pela tirania dos homens maus. Bendito seja aquele que, em nome da camaradagem e do dever, guia os perdidos pelo vale da escuridão. E saberás que o meu nome é o Senhor, quando exercer a minha vingança sobre ti. Amén"

Ainda no mesmo discurso e depois de pedir à audiência para rezar consigo, o secretário da Defesa dos EUA comparou a cobertura mediática sobre a guerra no Irão e os jornalistas que tratam deste tema aos fariseus, as figuras do Novo Testamento gananciosas e hipócritas que se opuseram a Jesus.

“Vejam, os fariseus, as chamadas e autointituladas elites do seu tempo, estavam lá para testemunhar, para escrever tudo, para relatar", disse, referindo-se aos profissionais de comunicação social.

Crítico da falta de apoio dos aliados da NATO, tal como Donald Trump, Hegseth apelou à "grande vingança e fúria ardente" e desvalorizou a agenda dos jornalistas perante os conflitos no Irão.

"Mas os seus corações estavam endurecidos. Mesmo tendo testemunhado um milagre literal, isso não importava. Estavam apenas lá para desvalorizar o bem em prol da sua agenda.”

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