Indústria
O que diz o novo plano quinquenal da China para chegar à hegemonia no mercado automóvel?
17 abr, 2026 - 13:43 • João Carlos Malta
Liderar e controlar a definição de regras internacionais, implementação rigorosa das novas técnicas e uma política de fusões no mercado que leve os mais fracos a caírem e os mais fortes a sobreviverem e liderarem à nível mundial.
A China tem um novo plano quinquenal para a indústria automóvel para que o país asiático possa consolidar o domínio neste setor.
Para reforçar a vantagem competitiva no mercado mundial de veículos de próxima geração, especialmente na área dos elétricos, a China comprometeu-se a acelerar a adoção de normas técnicas e ser mais rigorosa na aplicação das mesmas. Pequim é já um dos players mais importantes na definição de regras a nível internacional.
Segundo escreve o jornal de Hong Kong, South China Morning Post, o objetivo deste novo plano é o de solidificar o estatuto de pioneira de normas a nível global.
Os objetivos foram anunciados na quinta-feira, em Pequim, por responsáveis do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação à emissora estatal China Central Television (CCTV).
Como novidades, há a atualização dos parâmetros de referência industriais, e a facilitação de fusões e aquisições impulsionadas pelo mercado.
O objetivo é o de acelerar a saída ordenada de capacidade de produção obsoleta.
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Os objetivos de Pequim
A CCTV noticia que estas novas normas irão elevar a qualidade dos produtos. As melhorias mais visíveis são o aumento da vida útil das baterias dos veículos elétricos, e o estimulo à inovação técnica, nas quais se incluem aplicações de inteligência artificial para automóveis.
Neste âmbito destaca-se o reforço das normas em “indústrias prioritárias”, visando especificamente os veículos inteligentes conectados e as infraestruturas críticas.
A BYD, fabricante automóvel líder, aderiu recentemente à International Automotive Task Force, uma organização global que reúne os principais fabricantes e associações do setor, dedicada à definição de requisitos de sistemas de qualidade reconhecidos a nível mundial.
A produção mundial de automóveis cresceu 4,2% no ano passado, para 78,7 milhões de unidades, com os fabricantes asiáticos a continuarem a dominar, representando 62,1% do total, de acordo com um relatório anual divulgado no início deste mês pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis.
A produção da China disparou 10,4% graças ao forte apoio político e à expansão dos volumes de exportação.
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