Sismo de magnitude 7,4 ao largo do Japão leva autoridades a emitir alerta de tsunami
20 abr, 2026 - 10:47 • Olímpia Mairos , com Lusa
Tremor foi sentido até Tóquio; autoridades apelam à evacuação imediata das zonas costeiras perante risco de ondas até três metros.
Um sismo de magnitude 7,4 atingiu esta segunda-feira o norte do Japão, levando a Agência Meteorológica do Japão a emitir um alerta de tsunami com previsão de ondas que podem atingir três metros.
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O abalo ocorreu às 16h53 locais (8h53 em Lisboa), no oceano Pacífico, ao largo da costa da prefeitura de Iwate.
A intensidade do sismo fez-se sentir a grande distância, com edifícios a abanar até em Tóquio, situada a várias centenas de quilómetros do epicentro.
Para já, não há registo imediato de vítimas ou danos materiais, segundo as autoridades japonesas.
Autoridades pedem evacuação imediata
A Agência Meteorológica do Japão alertou que as primeiras ondas poderão atingir rapidamente a costa norte, podendo provocar danos significativos.
“Abandonem imediatamente as regiões costeiras e zonas ribeirinhas e procurem locais elevados ou edifícios de evacuação”, apelou a agência.
O aviso sublinha ainda que as ondas podem ocorrer de forma repetida, recomendando que a população permaneça em locais seguros até ao levantamento do alerta.
A estação pública NHK interrompeu a programação regular para transmitir informações de emergência.
Entretanto, o Governo japonês anunciou a criação de uma equipa de emergência para garantir “todo o apoio necessário”, segundo o gabinete da primeira-ministra Sanae Takaichi.
Memória do desastre de 2011 ainda presente
O país continua marcado pelo sismo de grande magnitude que, em março de 2011, desencadeou um tsunami devastador, causando cerca de 18.500 mortos e desaparecidos.
Esse desastre atingiu a central nuclear de Fukushima Daiichi, provocando um acidente nuclear que levou à evacuação de cerca de 160 mil pessoas.
Situado no chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, o Japão está na convergência de várias placas tectónicas, sendo um dos países com maior atividade sísmica.
Com cerca de 125 milhões de habitantes, o arquipélago regista aproximadamente 1.500 sismos por ano, na sua maioria de baixa intensidade — embora eventos mais fortes possam ter consequências devastadoras.
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