Médio Oriente
Guterres insiste que "todas as partes respeitem" navegação em Ormuz
21 abr, 2026 - 00:14 • Lusa
"Continuamos preocupados com as restrições que foram impostas, assim como com os incidentes marítimos que testemunhamos nas últimas 48 horas", disse o porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu na segunda-feira o restabelecimento da liberdade de navegação no estreito de Ormuz e insistiu para que "todas as partes a respeitem".
O porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, expressou "a preocupação" do secretário-geral sobre a situação no estreito em conferência de imprensa.
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"Continuamos preocupados com as restrições que foram impostas, assim como com os incidentes marítimos que testemunhamos nas últimas 48 horas", disse Dujarric em relação ao ataque norte-americano a um navio cargueiro de bandeira iraniana que tentou atravessar o bloqueio naval do estreito de Ormuz.
Médio Oriente
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Teerão acusou Washington de violar o cessar-fogo, na sequência do ataque no estreito, enquanto os Estados Unidos da América (EUA) argumentaram que o navio tentou forçar o bloqueio naval e defenderam as ações como uma medida de segurança.
Por sua vez, os militares iranianos denunciaram o ataque como uma violação do cessar-fogo de duas semanas acordado entre Teerão e Washington e afirmaram ter respondido com ataques de drones contra navios norte-americanos.
Guterres pediu o "restabelecimento completo da navegação internacional e da liberdade de navegação no estreito de Ormuz", algo que deve "ser respeitado por todas as partes".
O antigo primeiro-ministro português também afirmou que nada justifica "ataques à infraestrutura civil iraniana" ou "qualquer outra infraestrutura que possa colocar em risco vidas civis", ao comentar as ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que "muitas bombas vão começar a explodir" se nenhum acordo for alcançado nas próximas horas.
Entretanto, Teerão rejeitou ter planos de participar numa nova ronda de negociações com os Estados Unidos.
Fonte próxima do processo negocial indicou à agência de notícias France-Presse (AFP) que a delegação de Washington vai deslocar-se "em breve" ao Paquistão, país mediador.
- Noticiário das 13h
- 11 mai, 2026









