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Crise energética

Teletrabalho, menos automóvel, apoios às famílias. O que diz o manual da UE para responder à crise energética?

22 abr, 2026 - 08:38 • André Rodrigues

Comissão Europeia apresenta recomendações para diminuir o consumo de combustíveis, em resposta ao aumento dos preços da energia, motivado pela guerra no Médio Oriente.

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A Comissão Europeia apresenta esta quarta-feira uma série de medidas para cortar no consumo de combustíveis, de modo a fazer face à crise energética.

Entre as propostas estão o reforço do teletrabalho, com a adoção de um dia obrigatória nesta modalidade; menos uso do automóvel privado, por via da partilha de veículos, bilhetes sazonais e passes acessíveis para os transportes públicos e partilha de veículos e, ainda, a criação de dias em que os carros sejam impedidos de entrar nas cidades de forma alternada.

Ainda na área dos transportes, Bruxelas defende incentivos à compra de veículos elétricos e, a mais longo prazo, a possibilidade isentar este segmento de portagens.

No caso do avião, é recomendada uma diminuição de viagens de funcionários de empresas, tanto do setor público como do setor privado.

Há também medidas pensadas para as famílias economicamente mais vulneráveis: desde logo, a redução de impostos sobre a eletricidade e adoção de preços regulados temporariamente.

Este é um conjunto de recomendações e não um pacote de medidas obrigatórias que a Comissão Europeia quer colocar em cima da mesa para ajudar os governos a reduzir consumo e amortecer o impacto do aumento dos preços da energia.

Entre amanhã e sexta-feira, o assunto vai ser discutido em Chipre, numa cimeira de chefes de estado e de governo dos 27.

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