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Médio Oriente

Uma jornalista morta e outra ferida no Líbano após ataques israelitas

22 abr, 2026 - 19:44 • Catarina Magalhães, com agências

Presidente do Líbano voltou a insistir na necessidade de proteger os profissionais dos meios de comunicação social que trabalham em zonas de conflito.

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Uma jornalista libanesa morreu e uma fotojornalista ficou ferida esta quarta-feira no Líbano após um drone israelita ter lançado uma granada em Tayri, no sul do país.

As Equipas da Cruz Vermelha evacuaram uma jornalista freelancer, de 43 anos, dos escombros, inicialmente com um ferimento ligeiro na cabeça e uma fratura na perna, mas horas depois não resistiu aos ferimentos.

Já a outra colega fotojornalista esteve, por momentos, desaparecida depois das explosões.

Este foi o dia mais mortífero desde que um cessar-fogo de 10 dias foi anunciado a 16 de abril para travar as hostilidades entre Israel e o grupo armado libanês Hezbollah.

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Segundo o representante, o exército libanês tinha solicitado ao exército israelita a permissão para o resgate, através de um mecanismo norte-americano.

A notícia foi confirmada por um alto responsável militar libanês à agência de comunicação Reuters.

As duas jornalistas já foram alegadamente detidas pelo exército israelita e o Presidente do Líbano, Joseph Aoun, pediu que a Cruz Vermelha "trabalhe no resgate das duas jornalistas e dos seus acompanhantes o mais rápido possível".

Várias pessoas também ficaram feridas neste ataque aéreo israelita, segundo os meios de comunicação libaneses.

O líder do Líbano voltou ainda a insistir na necessidade de proteger os profissionais dos meios de comunicação social que trabalham em zonas de conflito.

A 2 de março, o Líbano foi arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, quando o Hezbollah atacou com morteiros Israel, que a partir de então bombardeou intensamente o sul do país, primeiro com ataques aéreos e depois com uma ofensiva terrestre, com artilharia e blindados.

Apesar do cessar-fogo de duas semanas acordado a 7 de abril entre os Estados Unidos e o Irão, que, em princípio, devia aplicar-se a ambas as partes no conflito e respetivos aliados, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que este não abrangia o Líbano, e o seu Exército lançou horas depois a maior vaga de ataques aéreos sobre o país desde o início da guerra.

Em apenas dez minutos, Israel bombardeou 100 alvos em território libanês, fazendo pelo menos 254 mortos e 1.165 feridos, segundo a Defesa Civil libanesa, e prosseguiu desde então os ataques, inclusive depois da entrada em vigor da trégua de dez dias.

O conflito fez, até agora, no Líbano, mais de 2 mil mortos e milhares de feridos, e mais de um milhão de civis deslocados internamente, o que representa cerca de um quinto da população libanesa, na sequência de ordens de evacuação do sul do território emitidas pelo Exército israelita.

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