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Rússia recusa clarificar "linhas vermelhas" com União Europeia

26 abr, 2026 - 23:19 • Lusa

Lavrov acusa a União Europeia de agir de forma “irresponsável” e rejeita necessidade de diálogo sobre política externa russa.

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O chefe da diplomacia da Rússia recusou este domingo clarificar "linhas vermelhas" da política externa russa com a União Europeia, que acusou de ignorar tentativas de diálogo para "ganhar tempo e fornecer armas" à Ucrânia.

A pretensão da UE de "clarificar as nossas 'linhas vermelhas' é simplesmente ridícula, uma vez que estas foram definidas há muito tempo", afirmou Serguei Lavrov à televisão pública russa.

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Lavrov aludiu a "alguns funcionários" da UE que afirmaram que "em algum momento, não agora, mas mais à frente, será necessário um diálogo com a Rússia para clarificar as 'linhas vermelhas'".

"Isto é totalmente irresponsável", considerou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa durante a entrevista, citada pela agência espanhola Europa Press (EP).

Lavrov insistiu que a UE não precisa de explicações de Moscovo e que "qualquer pessoa que estivesse disposta a ouvir" deveria ter entendido isso há muito tempo.

"Se certos membros da elite perseguem objetivos puramente egoístas, irreais e ilusórios, prestarão contas no devido tempo. A História, em última análise, irá responsabilizá-los", afirmou.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, desencadeando aquele que é considerado como o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com um saldo de vítimas por determinar.

Entre outras condições, Moscovo exige o reconhecimento da soberania russa em cinco regiões ucranianas, incluindo a Crimeia anexada em 2014, uma redução significativa do exército ucraniano e garantias de que Kiev nunca fará parte da NATO.

As declarações de Lavrov ocorrem após o encontro na quinta-feira, em Chipre, entre os líderes da UE e o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Na cimeira informal de quinta-feira, foi aprovado um empréstimo de 90 mil milhões de euros a Kiev, que estava bloqueado pela Hungria, e um novo pacote de sanções contra Moscovo.

Lavrov acusou Zelensky de chefiar um "regime abertamente nazi" e de querer liderar uma "nova entidade militar europeia que os alemães e os britânicos estão a tentar organizar".

"Zelensky diz abertamente 'defenderemos todos, temos a força, a experiência e o maior exército da Europa para o fazer'. (...) E vê a Ucrânia ao leme de toda esta entidade militar", observou.

"Mas não creio que isto acabe bem", afirmou, citado pela agência russa TASS.

Lavrov criticou a pressão de Zelensky para uma adesão imediata da Ucrânia à UE, que disse implicar admitir um país que "proibiu a cultura russa em todas as suas manifestações e a Igreja Ortodoxa canónica".

O ministro descreveu como uma ironia que a UE considere Zelensky como um defensor dos valores europeus, apesar das medidas que acusou o líder ucraniano de ter tomado contra a cultura russa e a Igreja Ortodoxa.

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  • Explica lá
    27 abr, 2026 oh Múmia 09:17
    Ou seja, a Rússia quer impor a sua vontade, sem admitir réplica e temos de obedecer imediatamente ou "sofreremos as consequências"... é isso, mumia? Achas mesmo que as ameaças da Rússia ainda assustam alguém, Lavrov? Vocês é que têm de se por a pau: cá no Ocidente podemos mobilizar o triplo de soldados que vocês podem. Temos um PIB 5 vezes superior. A industria Europeia, uma vez reorganizada em escala deixa a vossa a léguas de distância. As marinhas e forças aéreas ocidentais conjuntas, pelos seus avanços tecnológicos abafam a vossa marinha e força aérea. E quanto ao nuclear, temos muito menos, é verdade, mas não é preciso destruir a Rússia 16 vezes, basta uma. A partir do 2ª Bombardeamento, estão a bombardear entulho e cadáveres. E só o arsenal Francês é suficiente para destruir todas as vossas principais cidades com Moscovo e São Petersburgo à cabeça. Explica lá porque é que temos de ter medo de vocês?

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