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Justiça

Antigo líder catalão Jordi Pujol não vai a julgamento por ter demência

27 abr, 2026 - 15:02 • Ana Kotowicz com agências

A decisão dos juízes segue a do médico forense: Jordi Pujol, 95 anos, não reúne condições para enfrentar julgamento devido a demência.

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O "pai" da Catalunha moderna, com 95 anos, não vai ser julgado por estar com demência. A decisão foi anunciada esta segunda-feira, pela imprensa espanhola. Jordi Pujol, líder da Generalitat da Catalunha entre 1980 e 2003, e figura histórica do movimento autonómico daquela região de Espanha, não reúne condições para ir a julgamento.

A Audiência Nacional de Espanha, escreve a agência Efe, decidiu assim afastar Jordi Pujol do processo judicial relativo a uma fortuna que teria ocultado em Andorra. A decisão dos juízes segue a do médico forense: Jordi Pujol não reúne condições para enfrentar julgamento devido a demência.

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O Ministério Público pedia nove anos de prisão para Pujol que, esta segunda-feira, foi submetido a um nova análise forense. Em seguida, descreve a Efe, o coletivo de juízes colocou-lhe algumas questões breves. A conclusão foi a de que o seu défice cognitivo o impede de se defender e Jordi Pujol fica livre de julgamento.

O processo judicial começou há 12 anos, tendo origem numa carta de julho de 2014. Depois de notícias vindas a público sobre o assunto, Jordi Pujol admitia que a sua família mantinha há anos uma fortuna oculta em Andorra, proveniente de uma herança do seu pai.

O Ministério Público acusava Jordi, os sete filhos e a mulher — que morreu em 2024, depois de também ter ficado livre de julgamento por demência — e outras 11 pessoas de associação ilícita, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e crimes contra as finanças espanholas e suspeitas de comissões na adjudicação de obras públicas.

A defesa de Pujol, recorda a EFE, invocou a sua incapacidade logo no início do processo, em novembro passado, apresentando relatórios médicos que apontavam para o declínio do seu estado cognitivo, após dois AVC.

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