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Guerra no Médio Oriente

Chanceler alemão diz que EUA têm sido "humilhados": "Não têm qualquer tipo de estratégia para as negociações"

27 abr, 2026 - 15:18 • Diogo Camilo

Friedrich Merz deixou críticas à maneira como Washington está a lidar com o conflito no Médio Oriente, criticando não ver "qualquer tipo de saída estratégica para os Estados Unidos". Sobre a Ucrânia, afasta um cenário de adesão à UE em 2027 ou início de 2028 e avisa que "parte do território pode deixar de ser ucraniano".

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Chanceler alemão diz que EUA têm sido "humilhados" pelo Irão
Chanceler alemão diz que EUA têm sido "humilhados" pelo Irão

O chanceler alemão, Friedrich Merz, considerou esta segunda-feira que a nação dos Estados Unidos está a ser "humilhada pela liderança do Irão", comparando a situação que se vive no Médio Oriente com a que já aconteceu no Afeganistão e no Iraque, e acrescentando que não vê uma estratégia de saída dos norte-americanos no conflito.

Em declarações durante uma visita a uma escola em Marsberg, região de onde é natural, Sauerland, Merz afirmou que Washington não esperava este tipo de resposta de Teerão.

"Os iranianos são claramente mais fortes do que o esperado e os norte-americanos claramente não têm qualquer tipo de estratégia convincente para as negociações. O problema com este tipo de conflitos é sempre o mesmo: não podes simplesmente entrar, tens depois de sair. E vimos isso da pior maneira no Afeganistão, durante 20 anos. E vimos isso no Iraque", exemplificou o chanceler alemão.

Merz acrescentou ainda que, neste momento, não vê "qualquer tipo de saída estratégica para os Estados Unidos": "especialmente porque os iranianos estão claramente a negociar de forma muito hábil — ou habilmente a não negociar."

"Ucrânia vai ter de assinar um acordo. Pode ser que parte do território deixe de ser ucraniano"

O chanceler alemão falou também sobre o conflito entre Ucrânia e Rússia e o estado da candidatura ucraniana à União Europeia, sugerindo que Kiev poderá ter de conceder partes do seu território de maneira a entrar no bloco europeu.

"Em algum momento, a Ucrânia terá de assinar um acordo de cessar-fogo. E, nesse momento, em que se espera um tratado de paz com a Rússia, pode ser que parte do território ucraniano não seja mais ucraniano", indicou Merz aos alunos do Carolus-Magnus-Gymnasium em Marsberg.

Merz acrescentou ainda que, se "Zelensky quiser comunicar isso à sua própria população e ter a maioria a seu favor", terá de avançar com um referendo ao povo ucraniano.

O caminho da Ucrânia para aderir à União Europeu estava bloqueado até há pouco tempo pelo primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, que perdeu as eleições no início deste mês para Péter Magyar.

Ainda assim, o chanceler alemão resfriou os ânimos do presidente ucraniano sobre a data para a possível adesão: "Zelensky teve a ideia de entrar na União Europeia a 1 de janeiro de 2027. Isso não vai funcionar. E mesmo a data de 1 de janeiro de 2028 não parece realista", considerou Merz.

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  • Metam essa entrada
    27 abr, 2026 onde quiserem 17:53
    É por isso que Zelensky e quem lhe suceder, NUNCA, MAS NUNCA, podem cometer o trágico erro de reconhecer as anexações da Rússia, mesmo que lhe sejam apresentadas como clausula necessária para entrar na UE. A Rússia criminosa apanhava território ucraniano e Putin anunciaria "Vencemos, foi duro mas valeu a pena", enquanto se preparava para outra invasão, e a entrada da Ucrânia seria adiada até dia de são Nunca à tarde. Se é preciso alienar território ucraniano, depois de 4 anos de mortes, destruição e sacrificios, para uma hipotética - nem sequer é certa - entrada na UE, a UE que meta essa entrada sabe, onde... Diria eu. Agora a Ucrânia é que decidirá. Mas pelo que vejo, não estão para aí virados.
  • Metam essa entrada
    27 abr, 2026 onde quiserem 17:53
    É por isso que Zelensky e quem lhe suceder, NUNCA, MAS NUNCA, podem cometer o trágico erro de reconhecer as anexações da Rússia, mesmo que lhe sejam apresentadas como clausula necessária para entrar na UE. A Rússia criminosa apanhava território ucraniano e Putin anunciaria "Vencemos, foi duro mas valeu a pena", enquanto se preparava para outra invasão, e a entrada da Ucrânia seria adiada até dia de são Nunca à tarde. Se é preciso alienar território ucraniano, depois de 4 anos de mortes, destruição e sacrificios, para uma hipotética - nem sequer é certa - entrada na UE, a UE que meta essa entrada sabe, onde... Diria eu. Agora a Ucrânia é que decidirá. Mas pelo que vejo, não estão para aí virados.

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