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Relatório Copernicus 2025

Alterações climáticas. Europa aquece o dobro da média mundial

29 abr, 2026 - 06:45 • Jaime Dantas

De acordo com o relatório do Copernicus, em 30 anos, os termómetros subiram 1.68ºC, sendo que a média mundial foi de 0.81ºC.

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O continente europeu foi o que mais aqueceu em 2025, revela um relatório divulgado esta quarta-feira pelo programa europeu Copernicus.

Segundo o documento, o ano passado, foi na Europa onde a temperatura do ar mais subiu. Quase a totalidade do território (pelo menos 95%) viu as temperaturas subir acima da média anual global.

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O fenómeno não é novo: desde a década de 80 que o velho continente é o mais afetado pelo aquecimento global. De acordo com o Copernicus, em 30 anos, os termómetros subiram 1.68ºC (0.56ºC por cada década), sendo que a média mundial foi de 0.81ºC (0.27ºC por década).

Quando a lente é colocada em regiões do planeta, o campeão do aquecimento global é o ártico, que viu um crescimento de 2.25ºC em 30 anos (0.75ºC por cada década).

De resto, foi na Fino-Escandinávia (Países nordicos - Noruega, Suécia e Finlândia), onde foi registada a segunda maior onda de calor de que há registo no continente – 21 dias consecutivos de altas temperaturas, entre 12 de julho e 1 de agosto. A mais alta foi registada em Frosta, na Noruega (34.9ºC).

Oceanos registam temperaturas recorde

Tal como em terra, a Europa lidera na subida da temperatura no mar. Nos últimos cinco anos, a temperatura média dos oceanos sofreu uma variação positiva de 0.6ºC, ao passo que na Europa o aumento foi de 1.1ºC. No Mar Mediterrâneo a subida foi ainda maior, a rondar os 1.4ºC.

No centro da europa, a neve faz cada vez menos parte da paisagem. Tanto a quantidade como área coberta por neve caiu para um mínimo em 42 anos. Em março de 2025, a área coberta por neve estava 1.32 milhões de quilómetros quadrados abaixo da média, o equivalente a França, Itália, Alemanha e Áustria em conjunto.

Só em 2025, as tempestades e cheias provocadas pelas alterações climáticas fizeram 21 mortos e afetaram outras 14.500 pessoas.

No ano passado, foi ainda registada a maior área ardida e emissões de carbono resultantes de incêndios – com forte contribuição da Península Ibérica – que afetou, segundo o organismo europeu, pelo menos 500 pessoas.

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