Médio Oriente
Ataques israelitas no sul do Líbano matam 12 pessoas
01 mai, 2026 - 22:55 • Lusa
Outras 21 pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças e uma mulher, em ataques contra a aldeia de Habboush, que o exército israelita tinha ordenado que fosse evacuada, apesar do cessar-fogo.
Doze pessoas, incluindo uma criança, foram mortas esta sexta-feira em ataques israelitas contra localidades no sul do Líbano, informou o Ministério da Saúde libanês, em comunicado.
Segundo um comunicado do ministério, oito pessoas, entre as quais uma criança e duas mulheres, foram mortas e outras 21 ficaram feridas, incluindo duas crianças e uma mulher, em ataques contra a aldeia de Habboush, que o exército israelita tinha ordenado que fosse evacuada, apesar do cessar-fogo.
A agência de notícias oficial libanesa (ANI) relatou "uma série de ataques intensos pouco menos de uma hora após o aviso" israelita.
Em Habboush, um fotógrafo da France-Presse (AFP) viu nuvens de fumo a subir na sequência dos bombardeamentos.
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Outro ataque à aldeia de Zrariyé, na região de Saïda, causou ainda quatro mortos, incluindo duas mulheres, e quatro feridos, entre os quais uma criança e uma mulher, precisou o ministério na noite desta sexta-feira.
A ANI tinha anteriormente relatado outros ataques aéreos e disparos de artilharia contra outras localidades do Sul, incluindo um contra a cidade costeira de Tiro, apesar do cessar-fogo entre o Hezbollah pró-iraniano e Israel, em vigor desde 17 de abril.
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Na quinta-feira, 17 pessoas foram mortas em ataques no sul, onde o exército israelita estabeleceu uma zona de 10 quilómetros a partir da fronteira, de acesso proibido à imprensa e à população, onde realiza operações de demolição.
Foram relatadas destruições em Shamaa, mas também em Yaroun, onde um mosteiro, uma escola privada, casas, comércios e estradas foram demolidos, segundo a agência ANI.
Israel afirma querer proteger a sua região norte do Hezbollah, que continua a reivindicar ataques contra posições israelitas no Líbano e, mais raramente, contra o território israelita.
Nos termos do acordo de cessar-fogo, Israel reserva-se "o direito de tomar, a qualquer momento, todas as medidas necessárias em legítima defesa contra ataques planeados, iminentes ou em curso", uma cláusula que o Hezbollah contesta.
O exército israelita anunciou na quinta-feira a morte "em combate" de um dos seus soldados no sul do Líbano, a quarta desde a entrada em vigor do cessar-fogo.
O Ministério da Saúde libanês reviu o seu balanço na sexta-feira, indicando que mais de 2.600 pessoas foram mortas desde o reinício das hostilidades entre o Hezbollah e Israel, em 02 de março, num contexto de guerra no Médio Oriente.
Segundo esta fonte, 103 socorristas fazem parte das vítimas mortais.
"Que uma pessoa que tenta salvar vidas, aliviar o sofrimento humano, possa ser alvo de ataques é algo que considero absolutamente inaceitável", afirmou aos jornalistas, perto de Beirute, o secretário-geral adjunto da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FIRC), Xavier Castellanos.
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