Médio Oriente
"Não estou satisfeito": Trump anuncia o fim das hostilidades com Irão, mas não descarta futura ofensiva
01 mai, 2026 - 20:45 • Catarina Magalhães , Alexandre Abrantes Neves
Segundo a lei norte-americana, Trump seria obrigado a pedir esta sexta-feira uma autorização ao Congresso dos EUA para prosseguir com o conflito.
O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, anunciou esta sexta-feira o fim das hostilidades com o Irão, mas não descarta uma eventual nova ofensiva, avançou o jornal norte-americano "Politico".
Segundo a lei norte-americana, Trump seria obrigado a pedir esta sexta-feira uma autorização ao Congresso dos EUA para prosseguir com o conflito, já que ultrapassam 60 dias de guerra.
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Ainda assim, Trump não rejeita a hipótese de novos ataques e, segundo o mesmo jornal, Trump escreveu uma carta a avisar os congressistas de que não vai pedir o prolongamento.
"Não houve qualquer troca de fogo entre os Estados Unidos e o Irão desde 7 de abril de 2026. As hostilidades que começaram a 28 de fevereiro de 2026 terminaram", lê-se.
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Em reação à nova proposta do Irão, o líder norte-americano disse não estar "satisfeito", mas reconhece "progressos". Porém, apontou uma "tremenda discórdia" entre os líderes do Irão.
"Eles querem chegar a um acordo, mas não estou satisfeito com ele por isso veremos o que acontece. O Irão quer fazer um acordo porque já não tem forças militares, mas não estou satisfeito com isso", reclamou.
Sem procurar "aprovação" do Congresso, Trump descartou pedir a autorização, já que "nunca foi utilizada antes".
"Nunca ninguém o fez antes. Porque haveríamos de ser diferentes?", atirou.
O Irão apresentou esta sexta-feira a mais recente proposta para retomar negociações com os EUA para resolver o conflito que se prolonga já há dois meses.
Segundo a agência de notícias estatal IRNA, a proposta foi transmitida ao Paquistão, que tem funcionado como mediador nas conversações com os Estados Unidos, não adiantando detalhes sobre a mesma.
O bloqueio marítimo do canal de Ormuz tem interrompido o fornecimento do equivalente a 20% do petróleo e gás natural mundial, ao mesmo tempo que a Marinha dos Estados Unidos estão a bloquear o crude nos portos iranianos.
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