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Defesa

Alemanha pede defesa europeia mais forte após EUA reduzirem tropas

02 mai, 2026 - 10:07 • Reuters, com redação

O Pentágono anunciou na sexta-feira que os Estados Unidos iriam retirar 5.000 soldados da Alemanha, a sua maior base na Europa, no meio de um desentendimento sobre a guerra com o Irão e as tensões tarifárias que aumentam ainda mais a pressão sobre as relações entre os EUA e a Europa.

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Uma redução planeada das tropas norte-americanas na Alemanha deverá encorajar os europeus a reforçarem ainda mais as suas próprias defesas, disse o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, este sábado, após a mais recente investida de Washington contra as relações transatlânticas.

O Pentágono anunciou na sexta-feira que os Estados Unidos da América (EUA) iriam retirar cinco mil soldados da Alemanha, a sua maior base na Europa, no meio de um desentendimento sobre a guerra com o Irão e as tensões tarifárias que aumentam ainda mais a pressão sobre as relações entre os EUA e a Europa.

A retirada será efetuada nos próximos seis a doze meses, sem explicar quais as bases afetadas

Trump tinha ameaçado reduzir as tropas no início desta semana, após um desentendimento com o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Friedrich Merz, que questionou a estratégia de Washington no Médio Oriente.

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O ministro alemão disse que a retirada parcial afetaria a atual presença americana de quase 40 mil soldados fixos na Alemanha. Outras estimativas apontam para uma presença de 35 mil militares no ativo.

"Nós, europeus, precisamos de assumir mais responsabilidade pela nossa própria segurança", disse Pistorius, acrescentando: "A Alemanha está no bom caminho" ao expandir as suas forças armadas, acelerar as aquisições militares e construir infraestruturas.

"A desintegração da nossa aliança é a maior ameaça"

Em reação, o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, manifestou este sábado preocupação com esta notícia, crítica para a saúde da aliança.

"A maior ameaça à comunidade transatlântica não são os seus inimigos externos, mas a contínua desintegração da nossa aliança", acredita.

"Todos devemos fazer o que for preciso para inverter esta tendência desastrosa", escreveu na rede social X (antigo Twitter).

A Alemanha pretende aumentar o número de soldados da Bundeswehr (Forças Armadas Alemãs) em serviço ativo dos atuais 185 mil para 260 mil, embora os críticos do ministro da Defesa tenham exigido um aumento em resposta a uma crescente ameaça russa, amplamente percebida.

Os membros da NATO prometeram assumir mais responsabilidade pela sua própria defesa, mas, com orçamentos apertados e grandes lacunas na capacidade militar, serão necessários anos para que a região satisfaça as suas necessidades de segurança.

A presença militar dos EUA na Alemanha, que começou como uma força de ocupação após a Segunda Guerra Mundial, atingiu o seu auge na década de 1960, quando centenas de milhares de militares americanos estavam ali estacionados para conter a União Soviética durante a Guerra Fria.

A presença dos EUA inclui a gigantesca base aérea de Ramstein e o hospital de Landstuhl, ambos utilizados pelos EUA para apoiar a sua guerra no Irão, bem como os conflitos anteriores no Iraque e no Afeganistão.

A decisão do Pentágono significa que uma brigada inteira vai abandonar a Alemanha e que um batalhão de artilharia de longo alcance, que deveria ser destacado ainda este ano, será cancelado.

A perda da artilharia de longo alcance será um golpe particularmente duro para Berlim, uma vez que representaria um importante elemento adicional de dissuasão contra a Rússia, enquanto os europeus desenvolviam os seus próprios mísseis de longo alcance.

[Notícia atualizada às 16h00 para acrescentar reação do primeiro-ministro polaco]

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