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Governo de Meloni é já o segundo mais duradouro em Itália

02 mai, 2026 - 10:22 • Lusa

Executivo ultraconservador fica apenas atrás de um dos executivos de Silvio Berlusconi, que, salvo surpresas, destronará em setembro.

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O governo ultraconservador liderado por Giorgia Meloni é, desde este sábado, o segundo com maior longevidade da história da República italiana, apenas atrás de um dos executivos de Silvio Berlusconi, que, salvo surpresas, destronará em setembro.

Meloni, a primeira mulher a ocupar a chefia de um governo em Itália, tomou posse a 22 de outubro de 2022, atingindo este sábado o seu executivo a marca de 1.288 dias, ultrapassando os 1.287 dias (08 de maio de 2008 a 16 de novembro de 2011) do quarto e último governo do antigo magnata Silvio Berlusconi, falecido em 2023, que detém ainda o recorde.

O segundo governo de Berlusconi, que esteve em funções entre 11 de junho de 2001 a 23 de abril de 2005, é ainda hoje o governo italiano com maior longevidade, mas perderá esse título para a coligação governamental liderada por Meloni a 4 de setembro próximo, se, como tudo indica, o atual executivo ainda estiver em funções dentro de sensivelmente quatro meses.

Giorgia Meloni, líder do partido conservador nacionalista Irmãos de Itália, e que formou uma coligação com a Força Itália (direita) e a Liga (extrema-direita) na sequência das eleições de 2022, assumiu como claro objetivo desde o início tornar-se a primeira líder de Itália do pós-guerra a completar um mandato completo de cinco anos, um cenário que se adivinhava muito difícil de concretizar, num país conhecido pela constante rotação de governos.

Desde o final da II Guerra Mundial, em 1945, e o fim da monarquia, decidido em referendo no ano seguinte, a República italiana teve, ao longo dos seus 79 anos, 68 governos, o que significa que a “esperança de vida” média de um governo em Itália é de sensivelmente 13 meses.

Dada a facilidade e frequência com que os governos, sobretudo de coligação, caem em Itália, muitos prognosticaram mais um governo efémero, mas o executivo de Meloni aponta agora para se estabelecer como aquele mais duradouro da história da República, bastando chegar a setembro.

Meloni sofreu em março passado a sua primeira grande derrota nas urnas, ao ver o projeto de reforma do setor da Justiça — que era uma das suas grandes bandeiras da legislatura — ser chumbado, e de forma clara, num referendo com alta participação, tendo nos dias seguintes sido equacionado um cenário de eleições antecipadas, que a primeira-ministra descartou, até porque continua a contar com uma ampla maioria parlamentar para levar a legislatura até ao fim.

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