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Médio Oriente

Irão alerta para "provável" regresso de hostilidade com Estados Unidos

02 mai, 2026 - 15:27 • Catarina Magalhães, com Reuters

Caso os EUA não tivessem rejeitado a proposta, as autoridades iranianas afirmaram que abririam a navegação no estreito de Ormuz e terminaria o bloqueio norte-americano ao Irão.

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O quartel-general militar do Irão alertou este sábado para o "provável" regresso das hostilidades com os Estados Unidos da América (EUA).

De acordo com as autoridades iranianas, as exigências atuais de Washington são um pedido de rendição e, caso os EUA não tivessem rejeitado a proposta, abririam a navegação no estreito de Ormuz e terminariam o bloqueio norte-americano ao Irão.

Já as negociações sobre o programa nuclear ficariam para depois – uma prioridade dos Estados Unidos neste conflito.

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Este aviso do Irão surge depois do líder norte-americano, Donald Trump, anunciar o fim das hostilidades com Irão, apesar de não descartar futura ofensiva. "Não estou satisfeito", disse Trump, mas reconhece "progressos".

Em comunicado, Teerão alega que a administração norte-americana não está comprometida com qualquer acordo.

Um alto funcionário do Irão, em anonimato, confidenciou que, na sua mais recente proposta, as "negociações sobre a questão nuclear, mais complexa, foram transferidas para uma etapa final para criar uma atmosfera mais propícia".

Em reação, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, conversou este sábado por telefone com o seu homólogo russo, Sergei Lavrov, sobre os esforços para um cessar-fogo "completo" e fim das hostilidades entre o Irão, os Estados Unidos e Israel.

Segundo um comunicado do Kremlin, Araghchi e Lavrov tiveram "uma troca de opiniões detalhada sobre as perspetivas de um cessar-fogo completo das hostilidades e a estabilização da situação militar e política no Médio Oriente".

Horas depois, o Irão disse ter preparado um projeto-lei para gerir o estreito de Ormuz, avançou a estação televisiva al-Jazeera, citando o vice-presidente do Parlamento iraniano.

A nova lei impede a passagem de navios israelitas, em qualquer circunstância, e obriga ao pagamento de indemnizações de guerra a navios de estados inimigos.

Este novo plano do Irão foi detalhado numa proposta formal transmitida aos Estados Unidos através de mediadores, sendo Paquistão o principal responsável, disse a autoridade.

No mesmo acordo, estabelecia-se a garantia de que Israel e os EUA não voltariam a atacar.

Quatro semanas depois de terem suspendido a campanha de bombardeamentos contra o Irão, ainda não foi alcançado qualquer acordo para pôr fim ao conflito, que compromete a circulação de 20% do petróleo mundial.

[Notícia atualizada às 20h00 para acrescentar reunião de MNE iraniano e homólogo russo + projeto-lei para gerir o estreito de Ormuz]

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