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Flotilha de Gaza. Tribunal israelita prolonga prisão preventiva de ativistas

03 mai, 2026 - 13:10 • Reuters

Saif Abu Keshek, espanhol, e o brasileiro Thiago Avila foram detidos pelas autoridades israelitas na noite de quarta-feira e levados para Israel. Os governos de Espanha e do Brasil emitiram na sexta-feira uma declaração conjunta classificando a detenção como ilegal.

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Um tribunal israelita prolongou por dois dias a detenção preventiva de dois ativistas detidos a bordo de uma flotilha com destino a Gaza, interceptada pelas forças israelitas em águas internacionais perto da Grécia, informou o seu advogado este domingo.

Saif Abu Keshek, espanhol, e o brasileiro Thiago Avila foram detidos pelas autoridades israelitas na noite de quarta-feira e levados para Israel, enquanto mais de 100 outros ativistas pró-Palestina que seguiam a bordo das embarcações foram levados para a ilha grega de Creta.

Os governos de Espanha e do Brasil emitiram na sexta-feira uma declaração conjunta classificando a detenção como ilegal.

Os ativistas faziam parte da segunda flotilha Global Sumud, lançada numa tentativa de quebrar o bloqueio israelita a Gaza, entregando ajuda humanitária. Os navios partiram de Barcelona a 12 de abril.

As autoridades israelitas solicitaram uma prorrogação de quatro dias da detenção preventiva dos dois, por suspeita de crimes que incluem auxílio ao inimigo em tempo de guerra, contacto com um agente estrangeiro, participação e prestação de serviços a uma organização terrorista e transferência de bens para uma organização terrorista, informou o grupo de defesa dos direitos humanos Adalah, que está a ajudar na defesa dos ativistas.

Hadeel Abu Salih, advogada dos dois, afirmou que estes negam as acusações. A detenção foi ilegal por falta de jurisdição, disse ela à Reuters no Tribunal de Magistrados de Ashkelon após a audiência, acrescentando que a missão tinha como objetivo prestar auxílio a civis em Gaza, e não a qualquer grupo militante.

Abu Salih disse que Abu Keshek e Avila foram sujeitos a violência durante a viagem para Israel e permaneceram algemados e vendados até quinta-feira de manhã.

O exército israelita não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel tinha chamado os organizadores da flotilha de "provocadores profissionais" na quinta-feira.

"Israel não permitirá a violação do bloqueio naval legal a Gaza", afirmou.

Os porta-vozes do tribunal israelita e do serviço de segurança interna Shin Bet não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

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